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Cila Schulman vê chance de eleição presidencial ser decidida no primeiro turno

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Cila Schulman vê chance de eleição presidencial ser decidida no primeiro turno

A CEO do Instituto IDEIA, Cila Schulman, afirmou no “Roda Viva”, da TV Cultura, desta segunda-feira (10) que a eleição presidencial deste ano pode ser definida já no primeiro turno. A pesquisadora analisou a força eleitoral de Lula, a disputa no campo da direita e o espaço para candidaturas de terceira via.

O instituto é uma empresa brasileira de pesquisa de opinião, mercado e comportamento, conhecida sobretudo por levantamentos eleitorais. Também trabalha com análise de dados, avaliação de impacto e estratégia digital

“Essa eleição pode sim acabar no primeiro turno”, disse Schulman. Ela lembrou que uma disputa presidencial não termina na etapa inicial desde a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1998.

Para a CEO do instituto, Lula chega à corrida com uma base de votos que pode ser suficiente para vencer. “O presidente Lula não tem um mercado de votos para disputar depois [no segundo turno]. Ele já vai com uma massa de votos suficiente para ganhar uma eleição”, afirmou.

Schulman também apontou a possibilidade de concentração de votos no campo da direita. Ela citou um “antipetismo de chegada”, com eleitores se aglutinando em torno de um único candidato.

Terceira via pode influenciar definição da disputa

A analista vinculou um eventual desfecho no primeiro turno ao desempenho das candidaturas fora dos dois campos principais. Na avaliação dela, o cenário pode se consolidar se os nomes de terceira via não crescerem ou se os votos se concentrarem em um desses candidatos.

O programa também aborda a movimentação dos partidos para a disputa presidencial, o uso das redes sociais no engajamento do eleitorado e os desafios enfrentados pelas candidaturas em um país dividido.

A bancada de entrevistadores reúne Luiza Moraes, da TV Cultura; Cassia Godoy, da Rádio CBN; Bianca Gomes, do Estadão; Bruno Luiz, do UOL; Fernanda Mena, da Folha de S.Paulo; e Pablo Ortellado, professor de políticas públicas da USP.

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