O presidente Lula, pré-candidato à reeleição, deixou em dúvida sua participação nos debates do primeiro turno das eleições de 2026. Em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”, ele disse que avaliará previamente o nível dos encontros antes de decidir se comparecerá.
Lula afirmou que só vê sentido em participar se os debates contribuírem para informar e politizar a população. “Caso esse debate não sirva para informar a população e politizá-la, por que que eu vou responder sacanagem? Por que que eu vou fazer um debate com um cara que não tem compromisso com ninguém?”, questionou.
O presidente também disse que não pretende “dar colher de chá para quem não merece”: “Eu estou vendo o quadro eleitoral, não sei quantos candidatos vão ter ainda. Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou”, declarou.
Entre os nomes da direita esperados nos debates estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Renan Santos (Missão).
O PT definiu que a defesa da soberania e da autonomia brasileiras será um dos eixos da campanha de Lula. A legenda pretende contrapor essa mensagem ao que chama de “falso patriotismo” de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência.
➡️ ELEIÇÕES 2026 | Lula sobre ir a debates: “Não vou dar colher de chá a quem não merece”
Em entrevista, presidente criticou o “nível” da política e disse que não vai a debates “para ouvir bobagem”
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— Metrópoles (@Metropoles) July 31, 2026
Lula passou a enfatizar a soberania nacional em discursos desde o primeiro tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, em julho do ano passado. A estratégia petista prevê usar declarações anteriores de Flávio Bolsonaro e reportagens jornalísticas nas peças de campanha, incluindo o episódio em que ele pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente deve aprovar as peças publicitárias da campanha em reuniões previstas para esta semana. O PT oficializará a candidatura no próximo domingo (2), em uma convenção com expectativa de três mil convidados e transmissão para as redes sociais.
Edinho Silva, presidente nacional do PT e coordenador-geral da campanha, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Lula farão os discursos presenciais na convenção. Os dirigentes dos partidos aliados participarão por vídeos gravados, e o primeiro grande ato de rua está marcado para 16 de agosto, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, com previsão de público de 20 mil pessoas.
O partido também cobra atuação mais rápida do Tribunal Superior Eleitoral diante de ações sobre redes sociais. A direção petista afirma que as plataformas digitais não mantêm neutralidade e teme que a demora nos julgamentos comprometa a resposta da Justiça Eleitoral durante a campanha.