O PDT confirmou nesta segunda-feira (20) apoio à reeleição do presidente Lula durante sua convenção nacional, em Brasília. No evento, o petista rebateu o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e transformou a disputa comercial entre os dois países em um discurso de defesa da soberania e da democracia.
Rubio havia acusado o governo brasileiro de agir de má-fé nas negociações sobre as tarifas impostas pelo governo Donald Trump. Lula respondeu com uma provocação eleitoral: “Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que monte um comitê e venha, porque vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”.
O presidente afirmou que espera manter PT e PDT juntos na construção do programa para a eleição e disse acreditar em uma vitória ainda no primeiro turno. Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro, Lula criticou o ambiente de ódio, negacionismo e disseminação de informações falsas na política brasileira.
O evento reuniu dirigentes e pré-candidatos das duas legendas. O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu a superação de divergências para enfrentar a extrema direita, enquanto Carlos Lupi, presidente do PDT, classificou Trump como uma ameaça aos princípios democráticos e apresentou Lula como seu contraponto.
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Lula convidou quem quiser do mundo a acompanhar as eleições no Brasil, incluindo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, caso queira apoiar seu adversário. Ele disse que, ainda que Rubio monte um… pic.twitter.com/9ji9Au81d4
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) July 21, 2026
Nas duas eleições presidenciais anteriores, o PDT lançou Ciro Gomes, atualmente filiado ao PSDB. O líder da sigla na Câmara, André Figueiredo (CE), rejeitou a avaliação de que o partido perdeu relevância após a saída do ex-governador: “Morreu nada. Voltamos a ser quem éramos”.
A convenção também marcou o retorno de Lupi ao comando de um ato nacional do partido após sua saída do Ministério da Previdência durante a crise provocada pelas investigações sobre descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. O PDT manteve no governo os ministros Waldez Góes e Wolney Queiroz, que compareceram ao evento após o horário permitido pela legislação eleitoral.
A legenda apresentou pré-candidatos a governos estaduais, Senado e Câmara. Entre os principais nomes estão Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul; Requião Filho, no Paraná; Alexandre Kalil, em Minas Gerais; e os postulantes ao Senado Weverton Rocha, Leila do Vôlei, Marília Arraes, Celso Sabino e Edvaldo Nogueira.