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Investigação do MP atinge família de deputado estadual

Expresso Rio

A família do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) está no centro das investigações da Operação Ouroboros, desencadeada pelo Ministério Público (MPRJ) na última quinta-feira (9). Seu pai e sua cunhada ocupavam cargos de direção no Instituto Rio Metrópole (IRM), que é investigado por um esquema de contratos fraudulentos que movimentou cerca de R$ 86 milhões.

A cunhada do parlamentar, Amanda Íthala Santos da Paschoa, foi presa, enquanto seu pai, Maurício Silva Knoploch dos Santos, é considerado foragido. Ambos tinham funções de direção no Instituto Rio Metrópole, autarquia que é alvo de investigações por um esquema de contratos fraudulentos que alcançou R$ 86 milhões.

A prisão de Amanda ocorreu um dia após ela ter representado oficialmente o Instituto Rio Metrópole no 2º Congresso Ibero-Americano de Áreas Metropolitanas, onde participou como coordenadora de Planejamento e Projetos da autarquia.

De acordo com o Ministério Público, Amanda também atuava como gestora de contratos do instituto após a saída de Caroline Soares Barros. Já Maurício Knoploch ocupava o cargo de diretor de Planejamento e Projetos e é apontado como um dos responsáveis pelo direcionamento de contratos dentro da estrutura investigada.

No ano passado, Maurício Knoploch recebeu a Medalha Tiradentes, concedida pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A homenagem, proposta pelo deputado Jorge Felippe Neto (PL), contou com a presença do filho, Alexandre Knoploch, e do então presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, que foi preso na operação desta quinta-feira.

Na ocasião, o deputado Jorge Felippe destacou que Maurício Knoploch era um “dos responsáveis pelos avanços na concessão dos serviços de água e esgoto e pelos principais projetos metropolitanos em saneamento, mobilidade e resíduos”.

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