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Hospital Ferreira Machado completa cinco anos sem pacientes internados nos corredores

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Hospital Ferreira Machado completa cinco anos sem pacientes internados nos corredores

O Hospital Ferreira Machado (HFM) completou cinco anos sem pacientes internados nos corredores, um marco que resulta de uma ampla reestruturação dos fluxos de atendimento, da reorganização de setores estratégicos pela Prefeitura de Campos e da adesão ao projeto “Lean nas Emergências”, desenvolvido pelo Ministério da Saúde com apoio técnico do Hospital Sírio-Libanês.

Durante muitos anos, a superlotação levou à permanência de pacientes nos corredores da unidade, cenário que comprometia a dinâmica dos atendimentos e impactava tanto os profissionais quanto os usuários do hospital. A implantação de novos processos e ferramentas de gestão permitiu melhorar a organização interna, otimizar os espaços e garantir mais agilidade e dignidade à assistência. O resultado também reflete os investimentos e as ações desenvolvidas pelo governo do prefeito Frederico Paes, que tem priorizado a modernização e a ampliação da rede municipal de saúde.

“Para nós, isso é um marco extremamente importante. Durante muitos anos, tivemos corredores lotados de pacientes, o que comprometia o atendimento e era ruim tanto para quem trabalhava como para os usuários do hospital. Por isso, para nós, profissionais que atuamos na unidade, e para o cidadão de Campos, poder contar com um hospital sem pacientes internados em maçãs nos corredores é uma grande vitória”, destacou o diretor do pronto-socorro e médico ortopedista, Fábio Macedo.

Segundo o diretor, diversos fatores contribuíram para a conquista, entre eles a implantação de novos fluxos de atendimento e o funcionamento do novo pronto-socorro que completará um ano, proporcionando uma melhor organização e dinâmica de trabalho dentro da unidade. “Esse não é um resultado pontual. O próprio período de cinco anos já deixa claro que é uma vitória construída ao longo do tempo. O Hospital Ferreira Machado está muito satisfeito com esse resultado e segue trabalhando para manter um atendimento cada vez mais organizado, qualificado e digno”, completou Fábio.

Projeto Lean nas Emergências

A participação do HFM no projeto “Lean nas Emergências” foi um divisor de águas para a unidade. A iniciativa buscou reduzir a superlotação nos serviços de urgência e emergência por meio da metodologia Lean, voltada à eliminação de desperdícios, à melhoria dos processos e ao uso mais eficiente dos recursos disponíveis. A metodologia contribuiu para a otimização dos espaços físicos, a reorganização dos fluxos e o aumento da agilidade nos processos hospitalares. Entre as ferramentas utilizadas está o NEDOCS, indicador que mede o nível de sobrecarga das unidades de emergência com base em critérios como a taxa de ocupação e o tempo médio de permanência dos pacientes.

Um dos principais resultados da implantação do Lean foi a reformulação estrutural e funcional de setores estratégicos do hospital. A antiga enfermaria do politrauma foi transformada na Unidade de Curta Permanência (UCP), onde o paciente pode permanecer por até 72 horas para uma avaliação médica mais aprofundada. A antiga enfermaria masculina passou a abrigar a Unidade de Decisão Médica (UDM), ambiente destinado à análise criteriosa dos casos, auxiliando na definição entre alta ou internação. Já a enfermaria feminina foi transformada no “Boarding”, espaço destinado aos pacientes que aguardam a disponibilidade de leito após a decisão médica pela internação.

A reorganização dos setores proporcionou mais fluidez ao atendimento, permitindo que os casos sejam avaliados com maior rapidez e segurança, com definição adequada entre internação, alta ou transferência. Com isso, houve redução do tempo de espera e a eliminação do improviso nos corredores, situação que era comum há alguns anos.

Todo o novo layout foi planejado a partir da ferramenta “espaguete”, utilizada para mapear o trajeto completo do paciente dentro da unidade. A análise permitiu reorganizar os ambientes de acordo com o fluxo real de atendimento, considerando a entrada do paciente, os setores pelos quais ele precisa passar e as possibilidades de saída do hospital de forma mais rápida e eficiente.

Referência

Referência em trauma para a região Norte Fluminense e para os atendimentos em acidentes ocorridos na BR-101, em um trecho que se estende da divisa com o Espírito Santo até o limite da região de Macaé, o HFM recebe diariamente um fluxo elevado de pacientes, o que exige planejamento e monitoramento constantes dos processos assistenciais.

“O hospital recebe um fluxo muito alto de pacientes, porque é referência em trauma para a região Norte Fluminense e para a BR-101. Muitas vezes, enfrentamos uma sobrecarga de atendimentos, mas, mesmo assim, com a otimização dos fluxos, conseguimos manter nossos corredores livres de pacientes e, dessa forma, garantir mais dignidade no atendimento. São mais de 70 anos de história e cinco anos sem pacientes nos corredores. Com certeza, continuaremos lutando e trabalhando diariamente para que essa realidade seja mantida”, afirmou o superintendente do HFM, Guilherme Rangel.

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