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ExpoAgro Campos leva 110 jovens acolhidos a tarde de novas experiências

Expresso Rio
Imagem: ASCOM

Cerca de 110 crianças e adolescentes atendidos por unidades de acolhimento da Fundação Municipal da Infância e da Juventude (FMIJ) tiveram uma programação diferente neste domingo (9), durante a ExpoAgro Campos 2026, em Campos dos Goytacazes. Para parte do grupo, a atividade representou a primeira oportunidade de conhecer a tradicional exposição agropecuária do município.

Participaram da visita acolhidos das unidades Portal da Infância, Despertar, Aconchego, Lara, Renascer, Pequeno Jornaleiro, Cativar e Conviver. Ao longo da tarde, eles circularam pelo evento, tiveram contato com animais, acompanharam uma apresentação teatral do Mundo Galerinha, conheceram o estande da Prefeitura e participaram de atividades recreativas.

Mais do que ocupar algumas horas da programação, a iniciativa proporcionou aos participantes contato com ambientes e experiências diferentes da rotina das unidades de acolhimento. Atividades externas desse tipo também criam oportunidades de convivência, socialização e descoberta de novos espaços da própria cidade.

Para muitos, uma experiência inédita

Um dos aspectos destacados pela organização foi justamente o caráter de novidade da visita. Segundo as informações divulgadas sobre a atividade, muitos dos participantes nunca haviam estado na ExpoAgro.

A primeira-dama Carla Paes acompanhou a iniciativa e afirmou que proporcionar novas vivências às crianças e aos adolescentes pode produzir lembranças que ultrapassam o próprio dia do passeio.

 “Fechamos essa edição da ExpoAgro com chave de ouro, trazendo as crianças e adolescentes dos acolhimentos para uma tarde de muita diversão. Para muitos, foi a primeira vez no evento. São experiências que proporcionam momentos de alegria, descobertas e convivência e que podem ficar guardadas na memória de cada um”, declarou Carla Paes.

A dimensão da atividade ganha importância especialmente por envolver crianças e adolescentes inseridos em serviços de acolhimento. Além da proteção e do atendimento cotidiano, a participação em atividades culturais, recreativas e comunitárias amplia as possibilidades de integração social e de acesso a experiências comuns a outras crianças e jovens.

Lazer também integra rotina de cuidado

A vice-presidente da Fundação Municipal da Infância e da Juventude, Catia Mello, ressaltou a interação dos participantes durante a programação. Segundo ela, o grupo pôde conhecer diferentes espaços e aproveitar atrações oferecidas durante a exposição.

 “Foi uma tarde incrível. Eles interagiram com os animais, assistiram ao teatro, brincaram e conheceram novos espaços. Momentos de lazer e convivência também fazem parte do cuidado com nossas crianças e adolescentes”, afirmou.

A visita reuniu, em uma mesma programação, entretenimento e convivência comunitária. O contato com animais, as brincadeiras e as atividades culturais deram ao grupo a possibilidade de explorar o evento para além de uma simples visita institucional.

Em situações de acolhimento, experiências fora das unidades também podem contribuir para que crianças e adolescentes mantenham contato com diferentes ambientes sociais, culturais e comunitários. O acolhimento institucional é uma medida de proteção e, por sua própria natureza, não deve significar isolamento da vida da cidade.

Pulseiras garantiram acesso ao espaço recreativo

A programação contou ainda com a participação da Excess Produções, responsável pela organização do evento. A diretora da empresa, Aline Peruzini, disponibilizou pulseiras para que as crianças e os adolescentes tivessem acesso ao espaço destinado às atividades recreativas.

“Foi um prazer receber as crianças e adolescentes e contribuir para que pudessem aproveitar ainda mais a ExpoAgro. Ficamos muito felizes em proporcionar esse momento a eles”, declarou.

Com o acesso às atrações, o grupo pôde participar de diferentes atividades ao longo da tarde, ampliando a experiência dentro do parque.

Acolhimento vai além da proteção imediata

A presença dos jovens na ExpoAgro chama atenção para uma dimensão que nem sempre aparece quando se discute acolhimento institucional: o direito à convivência comunitária e à participação em atividades de lazer.

As unidades de acolhimento atendem crianças e adolescentes que, por diferentes circunstâncias, necessitam temporariamente de uma medida de proteção. Nesse período, ações que possibilitem contato com espaços culturais, esportivos, educativos e recreativos ajudam a preservar uma rotina de desenvolvimento e integração social.

Por isso, passeios como o realizado neste domingo assumem significado que vai além do entretenimento. Para uma criança que nunca havia entrado na exposição, observar os animais, assistir a uma peça, brincar e descobrir novos ambientes pode transformar uma tarde comum em uma experiência marcante.

Ao reunir cerca de 110 crianças e adolescentes de oito unidades em uma das principais programações do calendário de Campos, a atividade encerrou a participação do grupo na ExpoAgro 2026 com uma experiência construída em torno de convivência, lazer e descoberta — elementos que também fazem parte do cuidado e da proteção integral durante a infância e a adolescência.

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