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Hospital de Praia Brava recebe R$ 1 milhão e tenta superar crise financeira

Expresso Rio
Imagem: Reprodução

O Hospital de Praia Brava, em Angra dos Reis, no Sul Fluminense, recebeu uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão destinada pelo deputado federal Lindbergh Farias. O recurso chega em um momento considerado decisivo para a continuidade dos serviços prestados pela unidade, que enfrenta uma grave crise financeira marcada por atraso de salários, ameaça de demissões, redução dos atendimentos e dificuldades para manter seu funcionamento.

Segundo informações divulgadas pela assessoria do parlamentar, a destinação da verba faz parte de uma articulação iniciada após o agravamento da situação financeira do hospital, que atende moradores de Angra dos Reis e também pacientes encaminhados de outros municípios do Sul Fluminense.

Durante o início de julho, Lindbergh Farias visitou o Hospital de Praia Brava para conhecer de perto as condições de funcionamento da unidade. Conforme divulgado, ele participou de reuniões com a direção do hospital e representantes políticos locais para discutir alternativas de financiamento e buscar apoio do Governo Federal para ampliar o custeio da instituição.

De acordo com a apuração, o objetivo da visita foi avaliar as principais necessidades operacionais e construir uma estratégia para garantir recursos capazes de assegurar a continuidade dos serviços médicos nos próximos meses.

O Hospital de Praia Brava é administrado pela Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (Feam), entidade privada vinculada à Eletronuclear.

Segundo informações divulgadas pela fundação, a instituição acumula aproximadamente R$ 50 milhões em dívidas, cenário que compromete diretamente sua capacidade financeira e operacional.

Esse quadro levou ao atraso no pagamento de trabalhadores, aumento da insegurança entre os profissionais e redução da capacidade de atendimento da unidade.

Um dos momentos mais críticos ocorreu no início de junho, quando a emergência do hospital deixou de atender casos de menor complexidade por falta de recursos para pagamento dos funcionários.

Na ocasião, apenas pacientes considerados graves ou encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) continuaram sendo recebidos.

A restrição no atendimento gerou preocupação entre moradores da região, especialmente por se tratar de um hospital considerado estratégico para o atendimento de urgência e emergência no litoral sul do estado do Rio de Janeiro.

Segundo dados divulgados pela administração da unidade, aproximadamente 500 profissionais atuam no Hospital de Praia Brava.

Desse total, mais de 300 são trabalhadores terceirizados, incluindo equipes de enfermagem, técnicos de enfermagem, recepção e outros setores considerados essenciais para o funcionamento diário do hospital.

Em março deste ano, a Feam anunciou estudos para reduzir em até 50% o quadro de funcionários, medida que provocou forte reação entre trabalhadores e representantes do corpo clínico.

O agravamento da situação financeira também mobilizou funcionários, moradores e trabalhadores ligados à Eletronuclear.

Durante uma manifestação realizada recentemente, um trecho da Rodovia Rio-Santos foi interditado por aproximadamente três horas.

O protesto chamou atenção para o risco de interrupção dos serviços hospitalares e ampliou a repercussão do caso junto ao Governo Federal e parlamentares envolvidos nas negociações por novos recursos.

Segundo informações divulgadas pela assessoria do deputado, após a mobilização foi realizada uma reunião com integrantes do Governo Federal para discutir alternativas de financiamento da unidade.

Ainda conforme o material divulgado, parte dos recursos orçamentários foi liberada no início de julho, permitindo o pagamento de três meses de salários atrasados aos trabalhadores terceirizados.

Com isso, foi suspenso o aviso prévio que havia sido emitido para parte desses profissionais, reduzindo o risco imediato de desligamentos.

Em declaração divulgada por sua assessoria, Lindbergh afirmou que o Hospital de Praia Brava possui papel estratégico para o atendimento da população do Sul Fluminense, especialmente em ocorrências envolvendo acidentes nas rodovias da região, além de pacientes encaminhados por diversos municípios.

Segundo o parlamentar, a estimativa é de que ainda sejam necessários aproximadamente R$ 13,9 milhões até o fim do ano para assegurar o pleno funcionamento da unidade.

Além da emenda parlamentar de R$ 1 milhão já anunciada, a direção do hospital informou que aguarda a liberação de outros recursos em negociação.

Entre eles está um aporte de aproximadamente R$ 1,6 milhão, discutido junto à Prefeitura de Angra dos Reis.

Também está prevista, nas próximas semanas, a chegada de cerca de R$ 1,5 milhão provenientes de emendas parlamentares apresentadas por integrantes do Partido dos Trabalhadores.

Caso esses valores sejam efetivamente liberados, a expectativa é de reforçar o caixa da instituição e ampliar a capacidade de manutenção dos serviços assistenciais.

O Hospital de Praia Brava é considerado uma referência para parte da população do Sul Fluminense devido ao atendimento de urgência e emergência, além do suporte prestado a vítimas de acidentes registrados na Rodovia Rio-Santos e em outras vias da região.

A continuidade do funcionamento da unidade é acompanhada por autoridades, profissionais da saúde e moradores, diante do impacto que uma eventual redução permanente dos serviços poderia causar ao sistema regional de atendimento.

Até a publicação desta reportagem, seguem em andamento as articulações para a liberação dos novos recursos anunciados e para a definição de uma solução financeira que permita estabilizar as contas da instituição.

A direção do hospital, representantes políticos e órgãos públicos continuam discutindo alternativas de custeio para garantir a manutenção dos atendimentos e evitar novas interrupções dos serviços prestados à população do Sul Fluminense.

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