A Fundação Cacique Cobra Coral anunciou nesta segunda-feira (27) a suspensão da chamada ‘assistência climática’ que afirma prestar à Argentina. A decisão foi divulgada pelas redes sociais da organização e ocorreu após declarações do presidente argentino Javier Milei durante um evento político realizado no sábado (25).
Segundo a fundação, as falas de Milei, que fizeram críticas e ofensas ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, foram classificadas pelo grupo como um “ataque político ao nosso país”.
Em publicação, a organização afirmou que a Argentina ficará “por sua conta e risco em pleno início da atuação do fenômeno El Niño” enquanto não houver um pedido formal de desculpas pelas declarações do presidente argentino.
Grupo afirma atuar desde a Guerra das Malvinas
A Fundação Cacique Cobra Coral afirma que presta assistência à Argentina desde a Guerra das Malvinas, em 1982, período que também coincidiu com o governo de Raúl Alfonsín, primeiro presidente eleito democraticamente no país após o fim da ditadura militar argentina.
De acordo com a organização, sua atuação estaria relacionada a intervenções de natureza espiritual e climática. A fundação sustenta que teria participado de ações para influenciar as condições meteorológicas e contribuir para a ocorrência de chuvas em regiões consideradas estratégicas.
O grupo também cita uma suposta “operação mística” realizada durante uma crise energética enfrentada pela Argentina no início de janeiro de 1989.
Fundação cita crise energética de 1989
Segundo a própria entidade, a operação teria ocorrido em meio a uma forte crise provocada pela falta de água necessária para a geração de energia elétrica em usinas hidrelétricas.
A Fundação Cacique Cobra Coral afirma que teria atuado para influenciar o clima e atrair chuvas para bacias hidrográficas locais. A justificativa apresentada pela organização era contribuir para a recuperação dos níveis de água dos reservatórios afetados pela seca.
A entidade não apresentou, no anúncio da suspensão, uma previsão para a retomada da chamada “assistência climática” à Argentina. O grupo condicionou o retorno da atuação a um pedido formal de desculpas pelas declarações atribuídas a Javier Milei.
Veja o comunicado: