A Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou nesta terça-feira (5) o primeiro balanço da atuação da Força Municipal, divisão de elite da Guarda Municipal, que já contabiliza 392 prisões em apenas 50 dias de operações na capital fluminense.
Desde o início das atividades, em 15 de março, a força também realizou a recuperação de 71 celulares e 46 motocicletas, além de mais de 2 mil abordagens preventivas, muitas delas resultando na condução de suspeitos para delegacias.
Segundo o secretário especial de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, a estratégia da Força Municipal se apoia no mapeamento das chamadas “manchas criminais”. A técnica permite direcionar o efetivo para regiões com maior incidência de crimes como roubo, furto e receptação.
A metodologia tem sido apontada como essencial para otimizar recursos e aumentar a eficiência das ações, especialmente em áreas com histórico recorrente de ocorrências.
Atualmente, 22 perímetros já foram identificados como prioritários em todo o município. A atuação está consolidada em cinco regiões, mas uma nova fase de expansão começa no próximo domingo (10).
Entre os locais que passarão a receber reforço estão áreas do bairro de Botafogo, na Zona Sul, incluindo o entorno do metrô, a Rua São Clemente, a Rua Voluntários da Pátria e o eixo entre a Praia de Botafogo e a Rua Marquês de Abrantes.
A ampliação busca reduzir índices criminais em pontos estratégicos com grande circulação de pessoas.
O balanço também trouxe dados das primeiras operações realizadas na região central da cidade, incluindo áreas como a Avenida Presidente Vargas, Campo de Santana, Central do Brasil e Cinelândia.
Em apenas 30 dias, foram registradas 117 prisões nessas localidades, além da apreensão de três réplicas de armas de fogo e a recuperação de 31 celulares.
A expectativa da Prefeitura do Rio é ampliar gradualmente a presença da Força Municipal em outras regiões consideradas críticas, fortalecendo a atuação preventiva e repressiva da Guarda Municipal.
A estratégia faz parte de um conjunto de medidas voltadas à segurança urbana no estado do Rio de Janeiro, com foco na redução de crimes e aumento da sensação de segurança da população.