O deputado federal Lindbergh Farias criticou nesta segunda-feira (8) a decisão que suspendeu a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg publicada em 19 de maio. O levantamento apontava queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de um áudio em que ele solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
A suspensão foi determinada em decisão liminar do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, após representação apresentada por Flávio Bolsonaro e pelo PL.
Em publicação na rede social X, ele afirmou que a iniciativa do senador produziu efeito contrário ao desejado.
“Ao pedir censura em pesquisa da Atlas/Intel, Flávio Bolsonaro dá mais um tiro no pé”, escreveu Lindbergh. “Traz de volta o tema do vazamento do áudio dele pedindo dinheiro ao Vorcaro e expõe o DNA dos ditadores da extrema-direita. É mais uma tentativa desesperada de jogar a sujeira para debaixo do tapete. Após várias versões contraditórias e desencontradas, Flávio quer se livrar de todo jeito das ligações dele com Vorcaro, mas não vai conseguir. A família Bolsonaro e Vorcaro são uma coisa só, estão enrolados até o pescoço em esquemas. Esse será um tema da campanha de 2026. Não adianta fugir, não adianta censurar. Flávio passará o ano tendo que explicar onde foi parar os 61 milhões”, concluiu o parlamentar.
Ao pedir censura em pesquisa da Atlas/Intel, Flávio Bolsonaro dá mais um tiro no pé. Traz de volta o tema do vazamento do áudio dele pedindo dinheiro ao Vorcaro e expõe o DNA dos ditadores da extrema-direita. É mais uma tentativa desesperada de jogar a sujeira para debaixo do…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) June 8, 2026
A pesquisa suspensa estava registrada no TSE sob o número BR-06939/2026. O levantamento mostrava Flávio Bolsonaro atrás do presidente Lula em um dos cenários avaliados e apontava perda de seis pontos percentuais após a divulgação do áudio envolvendo o banqueiro.
Na ação apresentada à Justiça Eleitoral, Flávio Bolsonaro e o PL argumentaram que a pesquisa utilizava perguntas com termos considerados negativos para tratar do senador e de temas relacionados ao Banco Master. A defesa alegou que a metodologia poderia influenciar a percepção dos entrevistados.
Após a decisão do TSE, a AtlasIntel divulgou nota afirmando que o áudio foi apresentado aos participantes apenas depois da conclusão do questionário principal e sem possibilidade de alteração das respostas registradas. O instituto declarou que pretende demonstrar a legalidade da pesquisa e sustenta que não houve “qualquer tipo de indução aos entrevistados”.
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