O ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL) foi preso na Bolívia no domingo (02), quase um mês após passar a ser procurado para cumprir uma pena superior a 15 anos de prisão. A condenação envolve os crimes de organização criminosa, roubo e exploração de jogos do bicho.

Horas depois da prisão, as autoridades transferiram Razuk para o Brasil. A Polícia Federal o levou para uma unidade da corporação em Corumbá, em Mato Grosso do Sul.

A Justiça condenou o ex-parlamentar em 2025, mas ele não foi preso naquele momento porque ainda exercia o mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Ele passou a ser procurado em 8 de julho deste ano.

Razuk perdeu o mandato em maio, após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul retotalizar os votos da eleição de 2022 para deputado estadual. O novo cálculo alterou a composição da Assembleia Legislativa.

A Polícia Federal pediu à Justiça de Mato Grosso do Sul a inclusão do nome de Razuk na difusão vermelha da Interpol. O mecanismo busca localizar e prender pessoas procuradas para responder a processos ou executar penas.

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado conduziu a investigação que levou à condenação. O Ministério Público afirmou que Razuk e familiares atuaram para controlar a exploração de jogos de azar no estado.

Na acusação, o Ministério Público apontou o uso de corrupção, lavagem de dinheiro e roubos para manter o monopólio do jogo do bicho e ampliar a atuação do grupo em outras regiões. Os investigadores pediram o bloqueio de R$ 36 milhões em bens da família.

A sentença também impede Razuk de exercer função pública por oito anos. A defesa informou que aguarda a transferência do ex-deputado para Campo Grande e acompanha os próximos passos do caso.