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Caso Banco Master reduz vontade de voto para 38% dos eleitores, aponta pesquisa

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Caso Banco Master reduz vontade de voto para 38% dos eleitores, aponta pesquisa

Uma pesquisa da Indexa Pesquisas indica que 38% dos eleitores têm menos vontade de votar em um candidato com relação política ou pessoal com investigados no caso Banco Master. Outros 35% afirmaram que esse tipo de vínculo não altera sua decisão de voto, enquanto 3% disseram ter mais vontade de apoiar o candidato. Com informações de Estadao.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas por telefone entre 16 e 19 de julho e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Entre os entrevistados, 24% não souberam responder ou preferiram não opinar sobre a hipótese de votar em políticos ligados a investigados.

Quando perguntados diretamente sobre o peso das investigações envolvendo a instituição financeira, 18% responderam que o escândalo influencia muito sua escolha eleitoral e 12% disseram que influencia um pouco. Para 35%, o caso não interfere no voto; 9% afirmaram não conhecer ou não ter ouvido falar das investigações, e 26% não responderam.

O Sudeste e o Nordeste registraram os maiores percentuais de eleitores que dizem não sofrer influência do caso, com 36% em cada região. No Sul, houve empate: 30% disseram que as investigações influenciam muito ou um pouco a decisão, mesmo percentual dos que não veem impacto.

Diferenças entre grupos políticos e religiosos

O Norte concentrou o maior grau de desconhecimento sobre o caso Banco Master: 16% dos entrevistados da região afirmaram não conhecer ou não ter ouvido falar das apurações. Entre os grupos ideológicos, 20% dos bolsonaristas deram essa resposta, o maior índice do recorte.

A direita não bolsonarista reuniu a maior parcela de eleitores que não vê influência das investigações no voto, com 41%. O percentual foi de 38% entre petistas e de 32% entre bolsonaristas.

Os eleitores de centro foram os mais propensos a apontar algum impacto: 36% disseram que o caso influencia muito ou um pouco a escolha. A proporção caiu para 28% entre petistas e 24% entre bolsonaristas. Entre evangélicos, 40% afirmaram que as investigações não mudam sua decisão, ante 33% dos católicos.

O CEO da Indexa Pesquisas, Arilton Freres, avaliou que os efeitos eleitorais dependerão dos próximos desdobramentos. “Caso surjam novas acusações, é provável que elas impactem diretamente o eleitor mais independente, que hoje flerta com uma das campanhas”, afirmou. Para ele, se acusações atingirem todos os principais candidatos, a tendência seria um “jogo de soma zero”, sem perda irreversível de apoio para os envolvidos.

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