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Ex-chefe do gabinete pessoal de Lula diz que empréstimo já foi quitado e estranha divulgação

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Ex-chefe do gabinete pessoal de Lula diz que empréstimo já foi quitado e estranha divulgação

A Polícia Federal (PF) investiga uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger ao ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou o cargo há duas semanas.

Procurado, Marcola confirmou que recebeu dinheiro da empresária e afirmou que os valores correspondiam a um empréstimo pessoal, posteriormente quitado.

Segundo Marcola, a operação foi regular e não teve qualquer relação com suas funções no governo. Em nota divulgada pela coluna de Lauro Jardim, do O Globo, o ex-assessor afirmou ter recebido “com surpresa” a divulgação do caso.

“Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, declarou.

Os investigadores tentam esclarecer a origem e a finalidade dos recursos transferidos por Roberta Luchsinger, apontada pela PF como lobista responsável por prospectar contratos governamentais.

A empresária também é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos mantiveram relações com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, suspeito de comandar um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados.

Em depoimento prestado em um dos processos em que é investigada, Roberta negou ter repassado recursos a Lulinha e afirmou que nunca praticou irregularidades em sua atuação profissional.

Na semana passada, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito contra Lulinha após a PF citar o gabinete presidencial nas investigações.

Lulinha nega qualquer irregularidade. O presidente Lula, por sua vez, declarou que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”.

A principal suspeita da PF é que Lulinha tenha utilizado sua proximidade com o governo federal para obter vantagens indevidas.

A representação enviada ao STF, com 34 páginas, também menciona contatos de um dos investigados com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial.

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