Estupro coletivo: menino desaparece e é encontrado em carro abandonado

Expresso Rio
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Viatura da Polícia Civil de SP. Foto: Divulgação

Um menino de 10 anos, vítima de estupro coletivo em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, passou dois dias escondido dentro de um carro abandonado após o crime, ocorrido em 21 de abril. Segundo a família, a criança temia represálias dos envolvidos e possíveis ataques contra seus familiares.

De acordo com a mãe, o desaparecimento do garoto só teve desfecho após o registro de ocorrência. Ele foi localizado dentro de um veículo abandonado, onde se manteve escondido por medo.

Meu filho ficou com receio de que os criminosos colocassem fogo na nossa casa”, relatou. A criança, segundo ela, apresenta sinais claros de abalo emocional, evitando falar sobre o ocorrido e demonstrando medo constante.

A investigação aponta que quatro adolescentes foram apreendidos por determinação judicial. Um adulto, identificado como Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso no interior da Bahia e deve ser transferido para São Paulo.

Segundo a polícia, os suspeitos teriam ameaçado a vítima para impedir que o caso fosse denunciado. “Disseram que iam sumir com ele caso alguém descobrisse a verdade”, afirmou a mãe.

A delegada responsável pelo caso informou que as vítimas foram atraídas ao local com um pretexto. Conforme apuração, os suspeitos convidaram o menino a entrar em um imóvel com a justificativa de que havia algo no local.

Outro ponto que agravou a investigação foi a existência de vídeos gravados pelos próprios envolvidos, posteriormente compartilhados nas redes sociais. As imagens ajudaram a polícia a identificar os participantes do crime.

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Alessandro Martins dos Santos. Foto: Divulgação

A família vivia em uma área considerada de alta vulnerabilidade social. O caso atual reacende um histórico traumático: há oito anos, a irmã do menino, então com 3 anos, foi vítima de violência sexual e morta junto a outra criança da mesma idade.

Os responsáveis por aquele crime foram identificados e presos na época. Agora, a família enfrenta novamente uma situação semelhante.

“Já perdemos uma criança para a violência. Nada traz ela de volta. Agora acontece com o irmão dela”, disse a mãe, emocionada.

Segundo relatos, os adolescentes suspeitos eram conhecidos da vítima e conviviam no mesmo ambiente, o que reforça a gravidade do caso.

O caso segue sob investigação do 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), em São Paulo. As autoridades continuam reunindo provas e ouvindo testemunhas.

O secretário de Segurança Pública do estado afirmou que o conteúdo das imagens apreendidas é impactante e reforça a brutalidade do crime.

Enquanto isso, a família deixou o bairro onde morava por medo e tenta lidar com as consequências emocionais deixadas pelo episódio.

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