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Estação Leopoldina tem restauração adiada e entrega fica para 2027

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Estação Leopoldina tem restauração adiada e entrega fica para 2027

A restauração da Estação Leopoldina, no Centro do Rio, não será concluída em 2026, como estava previsto inicialmente. O novo cronograma aponta que a entrega do prédio histórico deverá ocorrer somente em 2027, justamente no ano em que a construção completa um século de sua inauguração.

O atraso envolve diferentes desafios no canteiro, incluindo a necessidade de recuperação estrutural, restauração de elementos históricos e modernização do complexo. A intervenção, contratada pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), tem orçamento estimado em cerca de R$ 80 milhões.

Além do andamento das obras, outro problema permanece no local: a retirada de antigos equipamentos ferroviários e milhares de estruturas de concreto que ocupam parte do terreno da estação.

Estado tem prazo para liberar terreno

A Justiça Federal determinou novamente a retirada dos bens que permanecem na área. Em decisão recente, a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) recebeu prazo de 30 dias para remover veículos, equipamentos e outros materiais sob sua responsabilidade.

Com isso, o estado precisa liberar o espaço até o fim de agosto. Caso a determinação não seja cumprida, poderá ser aplicada multa diária de R$ 30 mil, limitada a R$ 3 milhões.

A Secretaria estadual de Transporte e Mobilidade Urbana informou que uma empresa foi contratada por R$ 2,87 milhões para retirar os veículos e equipamentos da Central. A previsão é transferir parte dos materiais para uma área em Deodoro, após tratativas com o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Aduelas aumentam o desafio

As 6.672 aduelas armazenadas no terreno não fazem parte do contrato firmado para a retirada dos demais equipamentos. As estruturas foram produzidas para a construção da Linha 4 do metrô, mas acabaram sem utilização.

Os materiais estão organizados em 834 conjuntos, com segmentos que podem pesar entre oito e dez toneladas. Segundo documentos apresentados no processo judicial, o governo estadual estimou que a remoção poderia exigir de nove a 12 meses de trabalho e gerar custo próximo de R$ 5 milhões.

A Justiça apontou que o estado já tinha conhecimento da obrigação desde um acordo firmado com a União em 2022 e vinha sendo intimado a cumprir a medida desde 2023. As providências consideradas efetivas, porém, só começaram posteriormente.

Centenário ficará sem reinauguração

A previsão anterior era que a Estação Leopoldina fosse reaberta ainda em 2026, dentro das comemorações pelos 100 anos do prédio. O cronograma, porém, acabou revisto pela prefeitura.

A obra também enfrentou uma paralisação em 2025, quando houve uma disputa entre o município e a empresa responsável pela execução. A empreiteira apontou problemas relacionados a pagamentos, enquanto a prefeitura informou que avaliava possíveis questões trabalhistas.

A Estação Barão de Mauá, nome oficial do prédio, foi inaugurada em 6 de novembro de 1926. O imóvel recebeu o nome popular de Leopoldina em referência à empresa responsável por sua construção e deu origem à denominação da região que reúne bairros da Zona da Leopoldina.

Fábrica do Samba também está em obras

O entorno da estação passa por outras intervenções dentro do processo de revitalização da Região Central. Uma delas é a construção da Fábrica do Samba Rosa Magalhães, que também tem conclusão prevista para 2027.

O empreendimento será destinado às escolas de samba da Série Ouro e ocupará uma área de 28 mil metros quadrados. O projeto prevê 14 galpões, oficinas, ateliês, depósitos e espaços para montagem de carros alegóricos e produção de fantasias e adereços.

A estrutura terá ainda áreas administrativas, refeitório, vestiários e elevadores. O projeto inclui aproximadamente 14 mil metros quadrados de urbanização no entorno, com praça de eventos, áreas de convivência, quiosques, paisagismo e melhorias na infraestrutura urbana.

O investimento estimado na Fábrica do Samba é de aproximadamente R$ 156 milhões. Com as duas obras, a região da antiga Estação Leopoldina deverá passar por uma transformação significativa, embora a restauração do prédio histórico tenha ficado para 2027.

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