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Escolas públicas do Rio alcançam notas de até 8,8 no Ideb apesar de estado abaixo da meta

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Escolas públicas do Rio alcançam notas de até 8,8 no Ideb apesar de estado abaixo da meta

A educação pública do Rio de Janeiro teve escolas com desempenho expressivo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025. Apesar de o estado ainda estar abaixo das metas estabelecidas, algumas unidades alcançaram notas superiores a 8, mostrando resultados positivos no ensino fundamental.

O principal destaque foi a Escola Municipal Ayrton Senna da Silva, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A unidade obteve nota 8,8 nos anos iniciais do ensino fundamental, a maior entre as escolas públicas do estado e a nona melhor da Região Sudeste.

Localizada na região da Vila Aliança, a escola atende estudantes dos primeiros anos do ensino fundamental. O resultado coloca a unidade entre os exemplos de desempenho elevado da rede pública fluminense.

Estratégias de aprendizagem fazem diferença

Outra escola carioca que se destacou foi a Escola Municipal Friedenreich, no Maracanã, na Zona Norte. A unidade ficou em quinto lugar entre as escolas públicas do estado nos anos iniciais, empatada com outras instituições.

Na escola, o acompanhamento começa durante o processo de alfabetização. Os estudantes têm contato com as letras desde os primeiros anos e aqueles que apresentam dificuldades recebem atenção individualizada.

A direção também mantém uma relação próxima com os responsáveis. A estratégia permite identificar problemas que podem interferir no aprendizado e, quando necessário, orientar as famílias a buscar apoio em outras áreas, como a saúde.

Desempenho diminui nas etapas mais avançadas

Os números do Ideb mostram uma queda progressiva no desempenho conforme os alunos avançam na trajetória escolar. Entre as 15 escolas públicas com melhores resultados nos anos iniciais do estado, as notas ficaram entre 8,8 e 7,8.

Nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, as notas das 15 primeiras colocadas variaram de 7,8 a 6,7. Metade das escolas presentes nesse grupo registrou nota 6,7.

A situação é mais preocupante no ensino médio. Segundo especialistas, os resultados acompanham uma tendência nacional, com avanços mais expressivos na alfabetização e maiores dificuldades nas etapas seguintes, especialmente em matemática.

O estado do Rio apresentou melhora no Ideb de 2025 em comparação com 2023, considerando escolas públicas e privadas. Mesmo assim, os resultados permaneceram abaixo da meta estabelecida para o período.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média nacional foi de 6,3, enquanto o Rio registrou 6,1 e ficou na oitava colocação entre os estados, empatado com Paraíba e Rondônia.

Nos anos finais, o país alcançou média de 5,3. O Rio marcou 5,1 e ficou em sexto lugar, empatado com Distrito Federal, Mato Grosso e Pernambuco.

Ensino médio concentra maior dificuldade

No ensino médio, a média nacional chegou a 4,5. O Rio registrou 4,2 e terminou na décima posição entre os estados, empatado com Acre, Rio Grande do Norte e Rondônia.

A rede estadual fluminense de ensino médio, incluindo as modalidades tradicional e profissionalizante, teve o segundo pior resultado do país, à frente apenas do Distrito Federal.

Entre os municípios, Itaperuna, no Noroeste Fluminense, aparece como destaque positivo. O Ideb geral da cidade avançou de 6,7 em 2023 para 7,4 em 2025, superando a média nacional.

Na capital, a rede pública também apresentou desempenho acima da média brasileira no ensino fundamental. O Rio registrou 6,2 nos anos iniciais, contra 6,1 no país, e 5,2 nos anos finais, diante de 5 da média nacional.

Secretaria aponta ações para melhorar resultados

A Secretaria de Estado de Educação informou que a rede estadual apresentou crescimento no Ideb em relação à edição anterior e afirmou que mantém ações para elevar os indicadores de aprendizagem.

Entre as medidas citadas estão a ampliação da carga horária dos professores, o acompanhamento pedagógico contínuo e a busca ativa de estudantes com baixa frequência.

Os dados do Ideb foram divulgados pelo Ministério da Educação na quarta-feira (5) e servem como um dos principais indicadores para avaliar a qualidade da educação básica brasileira.

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