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Em SP após risco de impugnação, eduardo Bolsonaro desiste de suplência ao Senado

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Em SP após risco de impugnação, eduardo Bolsonaro desiste de suplência ao Senado

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) desistiu de integrar como primeiro suplente a chapa de André do Prado (PL-SP) ao Senado por São Paulo. Ele confirmou a decisão nesta quarta-feira (29) e afirmou que deixou a candidatura por avaliar que havia risco de a Justiça Eleitoral impugnar a chapa.

Eduardo seria enquadrado como ficha suja após condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. A condenação tratou da campanha articulada junto ao governo de Donald Trump por punições contra autoridades brasileiras, em meio à defesa de anistia para seu pai, Jair Bolsonaro.

Em nota, o ex-deputado disse que ouviu advogados antes de abandonar a suplência. “Decidi não seguir adiante com o registro da chapa encabeçada pelo Deputado estadual e candidato a Senador André do Prado, na qual eu ocuparia a posição de primeiro suplente”, afirmou.

Ele classificou a medida como uma forma de preservar a candidatura de André do Prado. Eduardo também alegou “grave insegurança jurídica” e “evidente perseguição política” contra ele e sua família, sem apresentar elementos para sustentar a acusação.

Eduardo Bolsonaro informou que o empresário Fernando Godoy ocupará a primeira suplência de André do Prado. A vereadora Rute Costa ficará com a segunda vaga; ela mantém proximidade com Sonaira Fernandes, vereadora paulistana que atua ao lado de Eduardo.

Aliados do ex-deputado avaliavam que ele poderia voltar ao Brasil e assumir a cadeira caso André do Prado se elegesse senador e Flávio Bolsonaro chegasse à Presidência. A direita bolsonarista trabalha para eleger uma maioria no Senado que possa abrir processos de impeachment contra ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes.

O ex-deputado negou que a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) tenha influenciado sua decisão. O levantamento colocou André do Prado em quinto lugar, numericamente, na disputa paulista, com 5% das intenções de voto. “Nem tinha visto”, disse Eduardo.

Eduardo afirmou que continuará empenhado nas campanhas de André do Prado e de Flávio Bolsonaro. Questionado sobre seus planos caso o irmão vença a eleição presidencial, respondeu apenas: “Comemorar”; seu nome também circula entre os cotados para o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo de Flávio.

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