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Valdemar defende investigação da PF aos repasses de Vorcaro para “Dark Horse”: “É bom que apure”

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Valdemar defende investigação da PF aos repasses de Vorcaro para “Dark Horse”: “É bom que apure”

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, apoiou nesta quinta-feira (23) a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de abrir inquérito sobre os milhões do banqueiro Daniel Vorcaro destinados ao filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao Globo, Valdemar afirmou que a apuração precisa esclarecer o destino dos recursos enviados ao exterior para financiar a obra. “É bom que apure para que tudo fique esclarecido. Acho importante a iniciativa”, disse o dirigente do partido de Bolsonaro.

O inquérito autorizado por Mendonça mira a destinação do dinheiro usado no financiamento de “Dark Horse” e busca verificar se os valores chegaram integralmente à produção do filme ou se tiveram outra finalidade. A investigação envolve recursos atribuídos a Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Mensagens, planilhas e documentos apreendidos pela Polícia Federal indicam que ao menos R$ 61 milhões foram destinados à produção. A apuração deve rastrear os repasses remetidos ao exterior e confrontar os registros financeiros com os contratos e comunicações obtidos pelos investigadores.

O caso também atingiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de um áudio em que ele pede recursos a Vorcaro para viabilizar o filme. Antes da gravação vir a público, Flávio havia dito a Valdemar que não tivera contato com o banqueiro.

Ao comentar a contradição, Valdemar resumiu: “O que foi desmentido”. A fala deixa o senador em uma posição delicada dentro do próprio partido, já que o presidente do PL endossou a investigação em vez de contestar sua abertura.

Outro ponto citado nas revelações é um contrato do escritório de Flávio Bolsonaro com uma empresa ligada à consultoria que recebeu repasses do Banco Master. A operação teria rendido R$ 500 mil ao escritório do senador.

Valdemar afirmou que não sabia desse contrato nem das notas fiscais relacionadas à operação. “Eu não tinha conhecimento dessas notas fiscais e não perguntei para o Flávio”, disse o presidente do PL, enquanto o inquérito no STF passa a reunir os documentos apreendidos pela PF sobre os repasses para “Dark Horse”.

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