Se o vice fosse de Lula, e não de Flávio Bolsonaro, o ‘jornalismo investigativo’ de Globo, Folha e Estadão já teria longas e profundas reportagens sobre as denúncias de estupro contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
Há uma semana os jornalões reproduzem notícias velhas sobre a situação do vice, como faz hoje o Globo, ao informar que uma da denúncia, que chegou a conversar com a senadora Soraya Thronicke, teria recuado.
A informação nova mesmo é esta que está na capa de alguns jornais: Michelle condiciona apoio a vice de Flávio a atenção às mulheres. A notícia informa:
Ao explicar que apoiará a chapa Flávio-Gaspar, Michelle citou Damares Alves e pediu que o vice tenha atenção especial às mulheres:
“Como a Damares falou, se for um vice que for ter um olhar especial para as mulheres, a gente tá junto apoiando para dar tudo certo”.
Imaginem um sujeito acusado de ter estuprado uma criança de 13 anos fazendo promessa pública de que vai defender as mulheres. Só porque Michelle e Damares pediram.
É fácil a vida dos candidatos da extrema direita. Porque o jornalismo dos jornalões só reproduz as falas dos seus aliados. Jornalismo investigativo, abastecido por vazamentos, só se for contra o filho de Lula que eles chamam de Lulinha.
Vejam o texto do link abaixo, publicado por Vinicius Segalla no DCM, sobre a confusão em torno da denúncia, que pode ir dormir em várias gavetas ao mesmo tempo.
Homem que forjou ‘armação’ contra vice de Flávio Bolsonaro é do PL e foi plantado por assessora