O ministro israelense para Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, afirmou publicamente que Israel construiu uma rede de alianças políticas com a direita conservadora europeia.
“Nós criamos um sistema de alianças na Europa como nada que existia antes, com a direita conservadora profunda”, afirmou Chikli.
O ministro citou nominalmente alguns dos principais nomes dessa direita europeia. Entre eles estão Santiago Abascal, líder do partido espanhol Vox, descrito por Chikli como “a voz mais sionista que existe”, além dos franceses Jordan Bardella e Marine Le Pen, do Reagrupamento Nacional.
Sobre Bardella e Le Pen, Chikli falou em uma “verdadeira proximidade” e destacou que os dois aparecem na liderança das pesquisas eleitorais na França.
Em outras ocasiões, o ministro também participou de eventos da direita internacional e manifestou apoio a líderes conservadores europeus. Em 2024, por exemplo, esteve em uma conferência do Vox em Madri, onde criticou duramente o então primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, após a decisão da Espanha de reconhecer um Estado palestino.
Amichai Chikli, ministre israélien des Affaires de la diaspora, le dit devant les caméras, sans gêne, sans crainte :
« Nous avons créé un système d’alliances en Europe comme rien de tel n’existait auparavant, avec la droite conservatrice profonde. »Il cite les noms. Il les… pic.twitter.com/rXrdyj7CnR
— 𝕋o𝕄y 𝕃e 𝕄a𝕘n𝕚f𝕚q𝕦e (@MagnifiqueTomy) August 11, 2026
Uma nova frente política na Europa
A aproximação entre Israel e partidos da direita nacionalista europeia ganhou força nos últimos anos, especialmente diante das divergências sobre imigração, islamismo, nacionalismo e o genocídio em Gaza.
Chikli transformou essa aproximação em motivo de orgulho ao falar de uma estrutura de alianças que, segundo ele, não existia anteriormente nessa escala.
Aliança com a direita mais nacionalista
A declaração do ministro também expõe uma mudança importante na estratégia diplomática israelense.
Israel passou a investir em relações com movimentos nacionalistas que ganharam espaço eleitoral em países como Espanha, França, Itália e Hungria.
Ao mesmo tempo, seus líderes passaram a defender abertamente Israel, especialmente em relação ao massacre dos palestinos.
Chikli, que também ocupa a pasta responsável pelo combate ao antissemitismo, tornou-se uma das vozes mais duras do governo israelense contra adversários da política de Tel Aviv. Em 2024, por exemplo, afirmou que não pretendia construir pontes com judeus da diáspora que participassem de protestos internacionais contra a ofensiva israelense em Gaza.