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Em convenção do PL, defesa diz que Bolsonaro não autorizou vídeo de IA exibido

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Em convenção do PL, defesa diz que Bolsonaro não autorizou vídeo de IA exibido

A defesa de Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (29) que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem e voz em um vídeo gerado por inteligência artificial exibido na convenção nacional do PL, no sábado (25). Os advogados sustentam que as restrições de visita impostas pelo ministro Alexandre de Moraes impediam qualquer contato para tratar da produção do material.

Paulo Cunha Bueno, advogado de Bolsonaro, declarou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está proibido de visitar o pai por 90 dias e que o próprio ex-presidente teve as visitas suspensas por 30 dias. “Circunstância que, por si só, evidencia a inexistência de qualquer contato destinado à obtenção de autorização específica para a elaboração do referido material”, afirmou a defesa.

Alexandre de Moraes deu 48 horas, na noite de terça-feira (28), para os advogados explicarem o uso da imagem e da voz de Bolsonaro no vídeo de IA. A exibição ocorreu durante a convenção do Partido Liberal que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Na gravação, uma versão artificial do ex-presidente diz estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, afirma que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” e pede que os apoiadores recebam Flávio “de braços abertos” como candidato ao Planalto.

📹#vídeo 🗳️ Vídeo de “Bolsonaro” feito com IA é exibido em convenção do PL

➡️ Gravação usa imagem e voz simuladas do ex-presidente; ele cumpre prisão domiciliar por condenação após tentativa de golpe

👇Assista ao vídeo: pic.twitter.com/gZP1J7BI2p

— Poder360 (@Poder360) July 25, 2026

Defesa cita uso político anterior da imagem de Bolsonaro

Os advogados argumentaram que os filhos de Bolsonaro usam há anos a imagem pública do pai em atividades político-partidárias. O documento afirma que fotografias, discursos, entrevistas, gravações e outras manifestações públicas do ex-presidente foram reproduzidos de forma contínua e sem oposição dele.

A defesa também alegou que essa prática se apoia na relação de confiança entre Bolsonaro e os filhos e na natureza pública de sua imagem. Flávio Bolsonaro integra a equipe de advogados que assinou a manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março. Moraes autorizou a medida inicialmente por 90 dias para que o ex-presidente se recuperasse de uma broncopneumonia.

Entre as restrições impostas pelo STF, Bolsonaro não pode divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros e qualquer meio. Moraes também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026, além de manter liberadas apenas as visitas permanentes de equipe médica, fisioterapêutica e advogados durante a suspensão geral de visitas.

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