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CSN prepara emissão de US$ 1 bilhão para reorganizar dívida com vencimento em 2028

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CSN prepara emissão de US$ 1 bilhão para reorganizar dívida com vencimento em 2028

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deve anunciar nos próximos dias uma emissão de títulos de dívida no exterior de aproximadamente US$ 1 bilhão. A operação faz parte da estratégia da empresa para reorganizar seu passivo financeiro e poderá ser usada para rolar parte dos títulos que vencem em 2028.

Segundo informações apuradas pela coluna Broadcast, do Estadão, a CSN pretende emitir novos bonds com vencimento em 2030, dois anos após a data de vencimento de parte dos títulos que estão sendo renegociados. Os papéis com vencimento em 2028 somam US$ 1,3 bilhão.

A proposta em negociação prevê que a companhia utilize US$ 300 milhões de seu próprio caixa para quitar parte dos títulos pelo valor de face. O restante seria refinanciado por meio da nova emissão no mercado internacional.

A operação ocorre em um momento de reestruturação financeira da companhia, que vem adotando medidas para melhorar o perfil de sua dívida, incluindo a possibilidade de venda de ativos.

CSN avalia custo da operação no mercado internacional

A empresa deve iniciar a emissão com um volume de referência de US$ 500 milhões e avaliar o interesse dos investidores antes de definir se ampliará a captação para chegar próximo de US$ 1 bilhão.

s ouvidas pela reportagem afirmam que a CSN busca uma taxa de juros entre 9% e 10% para os novos títulos com vencimento em 2030. Já os investidores que detêm os bonds de 2028 estariam exigindo uma remuneração entre 10% e 11%.

Caso não consiga alcançar a taxa considerada ideal, a tendência é que a companhia precise se aproximar das condições solicitadas pelos credores para viabilizar a operação.

O cenário pode exigir um prêmio maior para atrair investidores, diante da percepção de risco envolvendo a companhia e do processo de reestruturação de seu passivo financeiro.

Dívida da companhia concentra vencimentos bilionários

A CSN tem compromissos que chegam a R$ 11,74 bilhões em vencimentos previstos para 2028. Desse total, cerca de R$ 7,9 bilhões estão relacionados ao mercado de capitais, enquanto aproximadamente R$ 3,7 bilhões correspondem a dívidas com instituições bancárias.

A situação financeira da companhia também foi acompanhada por agências de classificação de risco. Em maio, a Moody’s reduziu a nota de da CSN de B2 para Caa1 na escala global e manteve perspectiva negativa para a empresa e suas emissões de dívida.

Segundo a agência, a decisão refletiu a deterioração do perfil financeiro da companhia, com elevada alavancagem, pressão sobre a liquidez e aumento dos riscos relacionados ao refinanciamento.

Antes disso, em março, a S&P Global Ratings havia rebaixado o rating global da empresa de B+ para B, também com perspectiva negativa. A avaliação considerou a manutenção de níveis elevados de alavancagem financeira.

Empresa já contratou empréstimo de até US$ 1,4 bilhão

A CSN já havia avançado em sua estratégia de reforço financeiro em abril, quando fechou um empréstimo com um sindicato de bancos estimado entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,4 bilhão.

Com prazo de cinco anos, a operação foi estruturada para antecipar parte dos recursos que a companhia espera obter com a venda de ativos. A divisão de cimentos da empresa foi utilizada como principal garantia da operação.

As condições do empréstimo também preveem a possibilidade de aumento progressivo da taxa de juros paga pela CSN. A medida teria como objetivo estimular a companhia a acelerar a venda da unidade de cimentos.

A empresa já avaliava captar recursos para enfrentar os vencimentos de 2028 desde o início do ano, mas adiou a operação diante da maior aversão de investidores estrangeiros ao risco de ativos brasileiros.

Nesse período, o mercado também acompanhou processos de recuperação e renegociação de dívidas envolvendo grandes grupos empresariais brasileiros, cenário que contribuiu para dificultar o acesso de companhias nacionais ao mercado internacional de .

Procurada, a CSN não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

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