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Em ataque às urnas, centrão vê “tiro no pé” de Flávio Bolsonaro

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Em ataque às urnas, centrão vê “tiro no pé” de Flávio Bolsonaro

Lideranças do Centrão classificaram como “tiro no pé” a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, de recorrer a uma informação falsa para atacar as urnas eletrônicas. A avaliação é que o episódio reduz as chances de partidos de centro aceitarem compor a base de sua candidatura ao Palácio do Planalto.

Flávio afirmou, durante um evento com diplomatas na terça-feira (21), que o Brasil utiliza urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic. Ele também citou um relatório da CIA segundo o qual a companhia teria envolvimento em fraudes nas eleições da Venezuela em 2012.

A associação já havia sido feita por Jair Bolsonaro e foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral. O TSE não utiliza urnas da Smartmatic no sistema brasileiro de votação.

Na mesma fala, Flávio defendeu que países enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil. “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse o senador.

🚨URGENTE – Flávio Bolsonaro participa de reunião com embaixadores e diz que muitas urnas brasileiras tem a mesma origem da Smartmatic, empresa acusada pelos EUA de manipular as eleições da Venezuela

“Muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras, tem a mesma origem… pic.twitter.com/ww6pItdGbt

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) July 22, 2026

Para dirigentes de centro ouvidos pelo Radar, as declarações afastam o eleitorado independente, que tende a rejeitar ataques ao sistema de votação e prefere posições mais moderadas. A avaliação desses líderes é que o movimento amplia a resistência a uma composição nacional com o pré-candidato do PL.

O caso se soma, na leitura desses partidos, a outras crises envolvendo Flávio, como a relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master, a articulação pelo tarifaço e o embate público com Michelle Bolsonaro. Esses fatores são vistos como obstáculos para manter competitividade contra o presidente Lula, tratado como seu principal adversário em outubro.

A poucos dias da convenção partidária que deve confirmar seu nome na disputa ao Planalto, Flávio ainda não fechou composições com outras legendas. Ele também não definiu um nome para concorrer à Vice-Presidência em sua chapa.

Partidos de centro avaliam que a neutralidade na corrida presidencial pode favorecer suas estratégias para eleger bancadas maiores no Congresso Nacional. Sem alinhamento formal a uma candidatura nacional, seus filiados ficam livres para se associar a diferentes palanques nos estados.

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