Castro critica decisão sobre Segurança Presente e aponta risco no RJ

Expresso Rio
3 min de leitura
Imagem: Reprodução

A decisão de transferir o programa Segurança Presente para a estrutura da Polícia Militar do Rio de Janeiro provocou forte reação do ex-governador Cláudio Castro, que classificou a medida como um risco ao modelo de policiamento de proximidade adotado no estado.

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (6), Castro criticou a mudança promovida pelo governo em exercício, comandado pelo desembargador Ricardo Couto. Sem mencioná-lo diretamente, o ex-governador afirmou que a atual gestão, “que não foi eleita pelo voto do povo”, estaria promovendo alterações que podem comprometer o funcionamento do programa.

“O risco que a gente corre hoje é essa decisão ter sido o início do fim do Segurança Presente”, declarou.

Criado em 2014 com apoio da Fecomércio RJ, o Segurança Presente foi estruturado com foco na atuação integrada entre agentes, comércio, escolas, turismo e comunidades, priorizando o contato direto com a população uma abordagem diferente do policiamento tradicional.

Castro destacou que o programa não foi pensado para substituir a Polícia Militar, mas sim para complementar a segurança pública com uma estratégia mais próxima do cidadão.

Durante sua gestão no governo do Rio de Janeiro, Castro afirmou ter ampliado significativamente o programa. Segundo ele, o estado saiu de oito bases em 2019 para cerca de 70 unidades em funcionamento.

O ex-governador também relembrou a experiência do projeto “Bairro Seguro”, que buscava implementar uma metodologia semelhante dentro da Polícia Militar. No entanto, de acordo com ele, a iniciativa não avançou justamente por perder a essência do policiamento de proximidade.

“Ele foi criado para agregar. E mudar o programa que mais dá certo no Brasil sem ouvir a sociedade e quem faz parte dele é um erro”, afirmou.

Castro ainda ressaltou que o programa pertence à população fluminense e citou investimentos feitos ao longo dos anos, como aquisição de tecnologia, bicicletas elétricas e motocicletas para reforçar o patrulhamento.

A mudança ocorre em meio a uma série de reformulações administrativas conduzidas pelo governo interino no estado do Rio de Janeiro, incluindo alterações em secretarias e programas estratégicos.

O impacto da decisão sobre o funcionamento do Segurança Presente ainda deve gerar debate entre especialistas em segurança pública, autoridades e a população, especialmente diante da preocupação com a manutenção do modelo de proximidade que marcou a iniciativa.

Partilhar este artigo
Sem comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *