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Camelôs protestam em Copacabana contra operação Tolerância Zero, que começa nesta quinta

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Camelôs protestam em Copacabana contra operação Tolerância Zero, que começa nesta quinta

Às vésperas do início do programa Tolerância Zero na orla do Rio, cerca de 300 camelôs ocuparam parte da Avenida Atlântica, em Copacabana, nesta quarta-feira (15), para protestar contra a nova política de fiscalização da prefeitura. O grupo se concentrou em frente ao Copacabana Palace e seguiu em direção ao Leblon, carregando faixas e cartazes e batendo panelas.

Duas faixas da avenida chegaram a ser ocupadas pelos manifestantes, acompanhados por um forte esquema da Polícia Militar. Organizado pelo Movimento Unido dos Camelôs (Muca) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Economia Informal (Sindinformal), o ato cobra a abertura de um canal de negociação com o Executivo carioca.

Os trabalhadores afirmam que não são contra a organização do comércio ambulante, mas temem que a operação resulte em apreensões e na retirada indiscriminada de quem depende das vendas nas praias para sobreviver.

Segundo o MUCA, a categoria enfrenta dificuldades para conseguir autorização para atuar de forma regular e quer ampliar o diálogo com a prefeitura sobre regras de transição e alternativas para a regularização dos ambulantes.

Presente no ato, o vereador Leonel de Esquerda (PT), que preside a a Comissão Especial do Trabalho Informal da Câmara do Rio, defendeu a regularização da categoria sem o uso de medidas repressivas.

“Nós precisamos esclarecer para a sociedade que os ambulantes querem, sim, regularização e organização, mas não com repressão. É preciso apoiar essas pessoas, que não estão na rua roubando, mas atrás do sustento de suas famílias”, afirmou o parlamentar.

Um levantamento feito pelo mandato do vereador, a partir de um requerimento de informações enviado à prefeitura, indica que há cerca de 600 vagas para ambulantes em Copacabana. O número chega a aproximadamente 1.550 em toda a Zona Sul e a quase 10.500 licenças no município. A categoria, no entanto, denuncia a demora na liberação das autorizações.

Expresso Rio
Manifestantes fazem ato em frente ao Copacabana Palace | Foto: Divulgação

Ambulantes protestaram em frente à prefeitura na última semana

A mobilização desta quarta dá sequência a um primeiro protesto realizado há uma semana, em frente à sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Durante o ato, os ambulantes bloquearam uma faixa da Avenida Presidente Vargas para cobrar diálogo com o Executivo antes da implementação do novo programa.

Durante uma confusão entre manifestantes e motoristas, segundo relatos, policiais usaram spray de pimenta nos presentes. O vereador Leonel de Esquerda, que estava no local, foi um dos atingidos no rosto. Ele formalizou denúncia na Corregedoria da PM e disse que levaria o caso ao Ministério Público.

A PM informou na ocasião que um grupo tentou danificar um veículo que passava pelo local e que agentes usaram armamento de menor potencial ofensivo para conter a situação e liberar a via.

Tolerância Zero começa nesta quinta

Anunciado pela prefeitura na semana passada, o Tolerância Zero começa oficialmente nesta quinta-feira (16) e terá atuação permanente nos calçadões e nas praias do Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema e Leblon.

O programa prevê fiscalização durante o dia e a madrugada, com patrulhamento, pontos de controle e apreensão de mercadorias sem comprovação de origem. As equipes também deverão impedir a instalação de carrinhos e estruturas consideradas irregulares e combater depósitos clandestinos usados para abastecer o comércio informal.

A prefeitura afirma que a medida busca enfrentar a exploração ilegal do espaço público e a atuação do crime organizado sobre parte do comércio ambulante. O município estima ainda a existência de cerca de mil pontos de venda irregulares e 22 depósitos clandestinos entre o Leme e o Leblon.

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