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Caiado mira Flávio Bolsonaro após carta do pai: “Liderança não se herda”

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Caiado mira Flávio Bolsonaro após carta do pai: “Liderança não se herda”
Expresso Rio
Ronaldo Caiado – Foto: Reuters

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, criticou neste sábado (11) a carta de Jair Bolsonaro (PL) lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que, em uma disputa presidencial, “liderança não se herda, se demonstra”.

Caiado mirou a escolha de Bolsonaro de colocar o filho como porta-voz e pedir união em torno da pré-candidatura de Flávio. Para o goiano, o eleitor brasileiro não quer um presidente “que precise de aval constante de outra liderança”.

“O eleitor não quer um presidente que precise de aval constante de outra liderança; quer alguém capaz de conduzir o país por conta própria. Pense numa crise envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir”, escreveu Caiado no X.

O presidenciável também afirmou que a diferença entre autonomia e dependência pode entrar no centro da campanha. “Esse contraste entre autonomia e dependência pode virar um eixo central do debate”, disse.

Caiado ironiza leitura da carta por Flávio Bolsonaro

Caiado ainda ironizou o fato de Flávio Bolsonaro, de 45 anos, ter lido ao vivo a carta escrita pelo pai para defender sua própria pré-candidatura. “Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que tá pronto pra ser presidente. É isso…”, publicou.

Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que tá pronto pra ser presidente.

É isso…

— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) July 11, 2026

Em outra mensagem, o ex-governador afirmou que a candidatura ao Planalto exige demonstração de comando próprio. “Um candidato à Presidência precisa provar que decide sozinho nos momentos mais duros”, escreveu.

Flávio leu a carta após visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar depois de ser condenado por liderar tentativa de golpe de Estado no país. Na transmissão, o senador apresentou o documento como manifestação política do ex-presidente sobre o cenário eleitoral.

Na carta, Bolsonaro pediu que apoiadores deixem divergências internas de lado e trabalhem pela candidatura do filho. “O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”, escreveu.

A manifestação ocorre após a crise pública entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). No mesmo documento, o ex-presidente chamou o senador de “meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”.

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