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Caiado diz que Brasil é “Disneylândia do narcotráfico” e defende cooperação regional contra facções

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o Brasil se tornou a “Disneylândia do narcotráfico” ao comentar os desafios da segurança pública e do combate ao crime organizado. A declaração foi feita nesta terça-feira (25), durante sabatina exibida pela TV Globo, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. A expressão utilizada por Caiado representa uma avaliação política do candidato sobre o cenário da criminalidade no país e não uma classificação oficial de órgãos de segurança.

Durante a entrevista, Caiado defendeu uma maior integração entre os países da América do Sul para enfrentar crimes transnacionais, como tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro. O candidato propôs um modelo de cooperação policial entre países vizinhos, com compartilhamento de informações e possibilidade de operações integradas. Questionado sobre uma eventual participação de militares dos Estados Unidos em ações dentro do território brasileiro, afirmou que não autorizaria esse tipo de intervenção, embora tenha defendido parcerias internacionais para acesso a tecnologias destinadas ao combate ao crime organizado.

Outro tema abordado foi a anistia relacionada aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Caiado reiterou que, caso seja eleito, pretende encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de anistia que classificou como “geral, ampla e irrestrita”. Segundo o candidato, a iniciativa teria como objetivo promover a “pacificação” política do país. A eventual aprovação de uma anistia, contudo, depende da tramitação e votação de uma proposta no Congresso, conforme as regras constitucionais.

Na área econômica, o candidato criticou o atual modelo fiscal e afirmou que pretende estabelecer novos limites para as despesas públicas. Caiado também declarou que, em eventual governo, pretende “revisitar” pontos da reforma tributária, avaliando os impactos das mudanças sobre diferentes setores da economia. Em relação à Previdência, defendeu que eventuais alterações sejam construídas por meio de discussão técnica e política, e não por uma decisão isolada do governo.

Caiado também ressaltou que, caso chegue ao Palácio do Planalto, pretende exercer a atribuição constitucional de comandante em chefe das Forças Armadas. O posicionamento foi apresentado durante a discussão sobre segurança, soberania nacional e a possibilidade de cooperação internacional no enfrentamento às organizações criminosas.

Nas considerações finais, o presidenciável dirigiu um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam levantados sigilos relacionados a investigações envolvendo o Banco Master, o INSS e outros casos de interesse público. A manifestação de Caiado foi apresentada como um pedido por maior transparência antes das eleições. A existência de investigações ou de pessoas mencionadas em procedimentos, por si só, não significa comprovação de participação em irregularidades ou responsabilidade criminal, que depende da apuração das autoridades competentes e de eventual decisão judicial.

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