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Busca na casa de Bolsonaro: PF cumpre mandado e não encontra armas nem munições

Expresso Rio

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira, uma operação na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro para cumprir um mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A diligência teve como objetivo verificar se ainda havia armas de fogo, munições, acessórios ou documentos relacionados aos armamentos registrados em nome do ex-chefe do Executivo.

Segundo a defesa, os agentes chegaram ao imóvel por volta das 7 horas e permaneceram no local por cerca de uma hora e meia. Ao final da ação, nenhum armamento ou munição foi localizado.

A nova diligência ocorre em meio ao cumprimento de medidas judiciais impostas ao ex-presidente e representa mais um desdobramento da fiscalização determinada pelo Supremo Tribunal Federal para garantir o cumprimento das decisões relacionadas ao controle e à entrega das armas registradas em nome de Bolsonaro.

De acordo com a decisão judicial, o ministro Alexandre de Moraes considerou necessária a realização da busca após identificar divergências entre informações apresentadas anteriormente pela defesa e os registros constantes nos autos do processo.

Segundo a decisão, havia inconsistências sobre a localização de parte do acervo de armas vinculado ao ex-presidente. Diante desse cenário, o ministro entendeu que uma nova verificação presencial seria necessária para afastar qualquer dúvida sobre eventual permanência de armamentos na residência.

Conforme a decisão, a medida teve caráter preventivo para assegurar o cumprimento integral da ordem judicial relacionada à entrega das armas.

Na véspera da diligência, os advogados de Bolsonaro apresentaram ao Supremo novas informações sobre duas armas cuja localização ainda gerava questionamentos.

Segundo a defesa, uma espingarda calibre 12 permanece desde a aquisição sob guarda da empresa importadora localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Os advogados afirmam que o armamento nunca chegou a ser retirado do estabelecimento comercial.

Já uma pistola Glock, também mencionada no processo, estaria atualmente sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal após ter sido apreendida durante uma abordagem policial realizada em junho com um militar do Exército que integrava a equipe de segurança do ex-presidente.

Com os novos esclarecimentos, a defesa sustenta que todas as dez armas registradas em nome de Bolsonaro possuem localização conhecida ou já estão sob custódia de órgãos públicos.

Segundo a apuração constante do processo, a controvérsia surgiu porque, inicialmente, os advogados informaram que oito armas estavam sob guarda do Exército Brasileiro, enquanto outras duas já haviam sido entregues anteriormente à Polícia Federal.

Posteriormente, o Exército comunicou oficialmente ao STF que possuía apenas seis armas registradas em nome do ex-presidente. A diferença entre os dados levou o Supremo a solicitar novos esclarecimentos.

Após essa manifestação, a defesa corrigiu parte das informações anteriormente prestadas e detalhou o paradeiro dos dois armamentos restantes.

Foi justamente essa divergência documental que fundamentou a autorização para a nova busca realizada pela Polícia Federal.

Segundo documentos do processo, dez armas estão registradas em nome do ex-presidente. Conforme as informações apresentadas pela defesa e pelos órgãos públicos envolvidos:

Seis armas estavam sob custódia do Exército e posteriormente foram entregues à Polícia Federal;

Duas armas já haviam sido entregues diretamente à Polícia Federal em decisões anteriores;

Uma espingarda permanece na empresa importadora localizada no Rio Grande do Sul;

Uma pistola Glock está sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal após apreensão realizada durante uma blitz.

Até o momento, não há indicação oficial de desaparecimento de qualquer armamento registrado.

Após acompanhar o cumprimento do mandado, um dos advogados de Bolsonaro afirmou que a defesa colaborou integralmente com as autoridades e informou previamente a localização de todas as armas.

Segundo a manifestação pública divulgada nas redes sociais, os advogados classificaram como desnecessária a nova diligência, ressaltando que nenhum material foi encontrado durante a busca realizada pela Polícia Federal.

A nova operação amplia mais um capítulo das investigações e do acompanhamento judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além do aspecto jurídico, o caso mantém repercussão política por envolver decisões do Supremo Tribunal Federal, atuação da Polícia Federal e o cumprimento de medidas impostas a um ex-presidente da República.

Especialistas observam que diligências dessa natureza buscam garantir a efetividade das decisões judiciais e assegurar que determinações relacionadas ao controle de armas sejam integralmente cumpridas.

Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal não havia informado a apreensão de qualquer material durante a diligência.

O processo continua sob análise do Supremo Tribunal Federal, que deverá avaliar os esclarecimentos apresentados pela defesa e os resultados da operação realizada nesta quarta-feira.

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