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A rejeição de Flávio Bolsonaro entre as mulheres, segundo a BTG/Nexus

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A rejeição de Flávio Bolsonaro entre as mulheres, segundo a BTG/Nexus

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, teve mais uma má notícia nesta segunda-feira (27) com a divulgação da pesquisa BTG Pactual/Nexus: a rejeição do público feminino. No levantamento, 47% das mulheres afirmaram que devem votar em Lula (PT), enquanto a intenção de escolha de Flávio no corte de gênero é de apenas 28%.

Além disso, Flávio é rejeitado por 55% das eleitoras, enquanto 56% dos homens afirmaram que não votariam de jeito nenhum no petista. A parcela feminina é mais significativa nas eleições, representando quase 53% dos brasileiros aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados na semana anterior.

A crise entre Michelle Bolsonaro e o senador refletiu entre os eleitores, conforme pesquisa Quaest divulgada neste mês. O estudo revela ainda que 42% dos entrevistados tendem a concordar mais com a ex-primeira-dama no desentendimento com o enteado, contra 18% que concordam mais com Flávio. O impacto da crise no eleitorado feminino é um dos principais desafios da campanha do senador.

Após o racha, a campanha de Flávio passou a tentar conter os efeitos negativos. Aliados do PL apostam no anúncio de uma mulher para a vaga de vice como forma de reduzir o desgaste.

Entre as cotadas estão a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa em busca de uma reaproximação com a Faria Lima, outro desgaste do Bolsonarista.

A ex-ministra Tereza Cristina (PP) também foi considerada, mas perdeu força após o Centrão abandonar o filho de Jair Bolsonaro. Neste mês, o senador lançou o plano “Brasil por Elas”, um conjunto de propostas voltadas ao público feminino, e afirmou que a defesa das mulheres é “uma pauta da direita”.

O presidente Lula, por sua vez, defendeu recentemente o aumento da pena para feminicídio, sancionou a lei de igualdade salarial entre homens e mulheres e iniciou o governo com número recorde de 11 ministras.

Embora tenha sido cobrado por não indicar uma mulher negra ao Supremo Tribunal Federal, o petista mantém vantagem entre as eleitoras, especialmente em um cenário de polarização com Flávio, que enfrenta resistência significativa nesse segmento.

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