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Política

Bukele mira ficar: bukele mira ficar no poder até 2033 após partido lançá-lo a nova reeleição em El Salvador

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Nayib Bukele foi escolhido pelo partido Nuevas Ideas para disputar um terceiro mandato consecutivo na Presidência de El Salvador. Caso vença as eleições gerais marcadas para 28 de fevereiro de 2027, ele poderá permanecer no poder até 2033.

Bukele concorreu sem adversários nas eleições internas da legenda governista. O vice-presidente Félix Ulloa também foi confirmado novamente como seu companheiro de chapa, em uma disputa na qual o partido controla a maioria absoluta da Assembleia Legislativa.

O presidente chegou ao poder em junho de 2019, apresentando-se como alternativa aos partidos Arena e Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, que haviam governado o país nas três décadas anteriores. As duas siglas perderam força, enquanto Bukele concentrou a liderança do campo governista.

O caminho para a nova candidatura foi aberto em julho de 2025, quando a Assembleia, dominada pelo Nuevas Ideas, aprovou uma reforma constitucional que retirou os limites à reeleição presidencial. A mudança também ampliou os mandatos de cinco para seis anos.

Os aliados de Bukele encurtaram seu mandato atual, originalmente previsto para terminar em 2029, para que as eleições presidenciais fossem antecipadas para 2027. A reforma também eliminou o segundo turno: a partir de agora, será eleito o candidato que obtiver o maior número de votos válidos.

A popularidade de Bukele é sustentada principalmente pela queda dos índices de violência durante o estado de exceção em vigor desde março de 2022. Mais de 90 mil pessoas foram presas nesse período, enquanto organizações de direitos humanos denunciam detenções arbitrárias, mortes em presídios e ausência de garantias judiciais.

Além do Executivo e do Legislativo, o grupo governista ampliou sua influência sobre o Judiciário e outras instituições responsáveis por fiscalizar o poder. Analistas apontam a economia, a falta de prestação de contas e a erosão dos mecanismos democráticos como os principais pontos de vulnerabilidade de um eventual terceiro mandato.

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