O número de mortos após a devastadora inundação que atingiu a região de fronteira entre o Nepal e o Tibete subiu para ao menos 472 pessoas. Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (28), 469 mortes foram confirmadas no Nepal, enquanto autoridades chinesas haviam registrado outras três vítimas no Tibete. Quase mil pessoas ainda estão desaparecidas nos dois territórios, e as operações de busca continuam.
O desastre começou na manhã de quarta-feira (26), após o colapso de parte de uma geleira na região do Himalaia. A ruptura provocou uma enorme avalanche de gelo, rochas e detritos, que atingiu sistemas fluviais e desencadeou uma enxurrada de grandes proporções. Imagens de satélite analisadas após o episódio mostram que uma extensa porção da geleira próxima ao pico Langtang Lirung se desprendeu antes de atingir o vale.
A força da água e da lama destruiu casas, estradas, pontes e instalações de energia ao longo do percurso entre áreas do Nepal e do Tibete. Helicópteros, máquinas pesadas e cães farejadores estão sendo utilizados nas buscas. Entre os desaparecidos há centenas de estrangeiros que estavam na região como turistas, montanhistas e peregrinos. Somente no condado tibetano de Gyirong, autoridades chinesas contabilizavam 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros.
As autoridades também mantêm alerta para a possibilidade de novas inundações. O acúmulo de detritos formou lagos e bloqueios naturais em rios da região, aumentando o risco de rompimentos repentinos. Equipes técnicas trabalham no monitoramento dessas estruturas enquanto as operações de resgate e assistência às comunidades atingidas prosseguem.




