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Alckmin diz que reação ao tarifaço de Trump não é retaliação e promete negociar com os EUA

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Alckmin diz que reação ao tarifaço de Trump não é retaliação e promete negociar com os EUA

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil continuará negociando com os Estados Unidos para tentar reverter ou reduzir os efeitos da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita nesta terça-feira (21), depois da primeira rodada de reuniões do governo com setores industriais atingidos pela medida. Com informações do g1.

“Do que depender do Brasil, negociação sempre para buscar resolver essas questões”, disse Alckmin. A sobretaxa determinada pelo governo de Donald Trump entra em vigor nesta quarta-feira (22), depois de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos.

Questionado sobre uma possível aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, o vice-presidente afirmou que o governo analisa todas as alternativas, mas rejeitou tratar a reação brasileira como vingança comercial. “A ideia não é retaliação. Não é retaliação. ‘Olho por olho’, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, né?”, declarou.

Ao SBT News, o Vice-presidente da República, Geraldo Alckimin, fala sobre a possibilidade de aplicar a Lei de Reciprocidade aos Estados Unidos, após as tarifas de 25% contra o Brasil passarem a vigorar.

💻 Confira a reportagem completa. Link na bio.#sbtnews #notícias… pic.twitter.com/AtGbtaz40j

— SBT News (@sbtnews) July 21, 2026

A posição encontrou apoio entre representantes da indústria. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos pediu que o Brasil não imponha tarifas equivalentes aos produtos estadunidenses. A entidade argumenta que uma escalada comercial pode aumentar custos e atingir empresas que dependem de peças, insumos e equipamentos importados.

Em vez de reciprocidade imediata, os setores cobraram reforço nas linhas de do programa Brasil Soberano. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados defendeu que a ajuda seja adaptada às necessidades de cada segmento e tenha exigências mais simples para pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para apresentar garantias bancárias.

O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o governo está calculando o impacto da tarifa sobre empregos, competitividade e resultados empresariais. Paralelamente, o Ministério do Desenvolvimento e a ApexBrasil procuram novos mercados para os produtos que perderem espaço nos Estados Unidos.

A indústria têxtil adotou a mesma posição. “Nossa proposta é de que não haja reciprocidade. Negociar, negociar, negociar, seja com a diplomacia empresarial privada, diplomacia governamental, as duas juntas”, afirmou Fernando Pimentel, presidente emérito da Abit. Apesar da pressão empresarial, o governo não descartou acionar a Lei da Reciprocidade caso as negociações fracassem.

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