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Em ataques do Irã, pentágono admite que quase 100 militares dos EUA ficaram feridos

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Em ataques do Irã, pentágono admite que quase 100 militares dos EUA ficaram feridos

O Pentágono confirmou nesta terça-feira que quase 100 militares americanos ficaram feridos nas últimas duas semanas em meio à escalada do conflito com o Irã. A revelação ocorre enquanto Teerã intensifica sua ofensiva contra interesses dos Estados Unidos e de seus aliados na região.

Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, foram realizados ataques contra instalações militares americanas, incluindo sistemas de defesa aérea e uma estação de radar no Bahrein e no Kuwait. Os governos de Kuwait, Bahrein e Jordânia afirmaram ter acionado seus sistemas de defesa para interceptar os projéteis.

Além dos ataques militares, um petroleiro que navegava pelo estreito de Ormuz foi atingido por um projétil de origem inicialmente desconhecida, obrigando toda a tripulação a abandonar a embarcação e embarcar em botes salva-vidas. Posteriormente, a Guarda Revolucionária reivindicou a ação e também assumiu a autoria de outros dois ataques a navios ocorridos na segunda-feira na mesma região.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que a maioria dos militares feridos sofreu apenas concussões leves e que 96% deles já retornaram às suas atividades. Ele negou que o Departamento de Defesa tenha escondido informações sobre as baixas, respondendo a uma reportagem do New York Times que acusava o governo de minimizar o número de feridos.

Pentágono
Os militares Tyler Feehan, de 25 anos, Isabella Gonzales, de 19 anos e Michael Emmanuel Swinton, de 30 anos. Foto: Divulgação

Na última semana, três soldados americanos morreram em operações na Jordânia e no Iraque, aumentando a pressão sobre o governo dos Estados Unidos diante da escalada da guerra.

Apesar de dez noites consecutivas de bombardeios americanos, o Irã mantém sua influência sobre o estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde tradicionalmente circula cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados no mundo.

A situação se agravou ainda mais após os rebeldes houthis, apoiados por Teerã, anunciarem um embargo marítimo contra a Arábia Saudita. O grupo afirmou que pretende fechar aos sauditas o estreito de Bab el-Mandeb, corredor marítimo no sul do Mar Vermelho responsável por aproximadamente 12% do comércio global.

As Forças Armadas sauditas disseram que manterão a navegação aberta, mas a ameaça aumenta a pressão sobre as exportações de petróleo do país, que já vêm sendo redirecionadas após a redução do tráfego no estreito de Ormuz.

Enquanto isso, o tráfego de navios pela região segue praticamente paralisado, afetando o comércio internacional. O aumento das tensões também impulsionou os preços da energia. O petróleo Brent voltou a ser negociado acima de US$ 88 por barril, enquanto o preço médio da gasolina nos Estados Unidos atingiu US$ 4 por galão, elevando a pressão sobre os consumidores americanos às vésperas das eleições legislativas de novembro.

A agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou ter recebido diversos relatos sobre navios atingidos na região. Segundo o órgão, a tripulação do petroleiro atacado conseguiu abandonar a embarcação em segurança e, até o momento, não há registro de danos ambientais.

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