O novo visual do atacante Vini Jr., do Real Madrid, passou a circular nas redes sociais após fotos ao lado da influenciadora Virginia Fonseca e levou a equipe médica responsável pelo procedimento a afirmar que o jogador fez uma naturalização facial.
O dermatologista Alessandro Alarcão disse em entrevista à Quem que a intervenção buscou preservar as características do atleta. “Realizamos uma naturalização facial, baseada na reestruturação dos ligamentos da face, associada a um refinamento da projeção do queixo, sempre respeitando as características anatômicas e a identidade do paciente”, afirmou.
A dermatologista Alessandra Romiti, assessora do departamento de tratamentos estéticos da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explicou que o termo naturalização facial surgiu para diferenciar a técnica das harmonizações mais antigas, que mudavam de forma acentuada as feições e muitas vezes ignoravam a estrutura facial e a etnia do paciente.
“Ficou uma coisa muito exagerada”, disse Romiti sobre parte dos resultados associados à harmonização facial. Na naturalização, a proposta é estruturar o rosto e fazer correções pontuais, sem alterar feições ou criar aspecto estufado. Antes de qualquer aplicação, o paciente passa por avaliação médica para definir necessidades individuais.
Os preenchedores à base de ácido hialurônico estruturam o rosto e podem entrar em associação com bioestimuladores de colágeno. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, esse tipo de preenchimento é o segundo procedimento não cirúrgico mais popular entre homens.
O ácido hialurônico costuma ser aplicado no terço médio do rosto, próximo à bochecha, além do queixo e do contorno da mandíbula. Bioestimuladores como ácido polilático e hidroxiapatita de cálcio ajudam na sustentação e na qualidade da pele. Entre homens, a maior procura se concentra no aumento da mandíbula, afirmou Romiti.
A dermatologista disse que, quando há boa avaliação e aplicação de pequenas quantidades nos pontos adequados, o procedimento não altera traços étnicos ou raciais. No caso de Vini Jr., ela avalia que a projeção do queixo para a frente muda a percepção da proeminência dos lábios, mesmo que não tenha havido intervenção na boca.
O efeito do ácido hialurônico não é permanente e costuma durar de oito meses a um ano e meio, a depender do produto. Casos leves ou moderados tendem a ser tratados com preenchimento no queixo e na mandíbula; necessidades maiores podem exigir cirurgia ortognática.
Entre 2018 e 2024, as cirurgias plásticas em homens no mundo subiram de 1,4 milhão para 2,8 milhões por ano, enquanto procedimentos não cirúrgicos passaram de 1,5 milhão para 3,2 milhões, alta de 116,6%, segundo a Isaps.