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Quem é Val Ceasa, deputado estadual alvo de operação do MPRJ por suposta

Quem é Val Ceasa, deputado estadual alvo de operação do MPRJ por suposta
Quem é Val Ceasa, deputado estadual alvo de operação do MPRJ por suposta

Contexto Expresso Rio: O deputado estadual Val Ceasa (PRD) é um dos alvos da operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) na manhã desta quinta-feira (18), que investiga uma suposta relação de agentes públicos com integrantes…

Por que importa: A reportagem foi organizada e contextualizada para facilitar a compreensão dos fatos e seus possíveis impactos para os leitores.

O deputado estadual Val Ceasa (PRD) é um dos alvos da operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ)na manhã desta quinta-feira (18), que investiga uma suposta relação de agentes públicos com integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).

Além do parlamentar, também estão na mira o ex-vereador do Rio Ulisses Marins e um ex-assessor parlamentar. Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).

Segundo as investigações, Val teria atuado para tentar impedir a demolição de imóveis apontados pelas autoridades como parte do “resort do crime”, complexo construído pelo traficante Peixão em uma área dominada pela facção no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio.

Quem é Val do Ceasa

Roosevelt Barreto Barcelos, conhecido no mundo político como Val Ceasa, nasceu em 1969, em Nanuque, no interior de Minas Gerais. Aos 18 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar em um negócio familiar na Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ), onde construiu sua trajetória profissional.

Morador de Irajá, na Zona Norte da capital fluminense, Val começou trabalhando em atividades operacionais ligadas ao comércio de hortifrutigranjeiros. Com o passar dos anos, tornou-se empresário do setor agrícola, atuando principalmente na produção e comercialização de frutas. Posteriormente, adquiriu propriedades rurais destinadas ao cultivo agrícola e consolidou-se como produtor e comerciante no segmento.

Entrada na política fluminense

A projeção política de Val teve origem em ações sociais realizadas em comunidades da Zona Norte do Rio. Ele passou a atuar em iniciativas de assistência a famílias em situação de vulnerabilidade e liderou projetos de reaproveitamento de alimentos descartados por comerciantes da Ceasa para distribuição em forma de cestas básicas.

A entrada na política ocorreu em 2014, quando disputou pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Embora não tenha sido eleito naquele ano, recebeu 13.604 votos.

Dois anos depois, em 2016, conquistou uma cadeira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro ao ser eleito vereador com 15.388 votos. Durante o mandato, destacou a defesa de pautas ligadas à assistência social e à educação infantil.

Em 2018, voltou a disputar uma vaga na Alerj e acabou eleito deputado estadual com 25.259 votos. Desde então, atua no Legislativo fluminense, mantendo sua base política concentrada principalmente em bairros da Zona Norte e em regiões ligadas à atividade comercial da Ceasa.

A operação

A investigação foi instaurada pela Procuradoria-Geral de Justiça após o surgimento de indícios de que parlamentares teriam procurado integrantes da Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que previa a demolição de imóveis ligados ao TCP em Parada de Lucas, no Complexo de Israel.

De acordo com o Ministério Público, os investigados teriam utilizado a influência dos cargos públicos para argumentar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais. As apurações, entretanto, indicam que a justificativa apresentada não correspondia à realidade.

Ainda segundo o MPRJ, a atuação dos investigados teria contribuído para o adiamento da ação policial que pretendia demolir as estruturas.

As diligências são realizadas por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil. Os mandados de busca e apreensão são cumpridos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa-RJ e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo.

A Prefeitura do Rio informou que o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. “Os atos publicados no dia 10 de novembro de 2025 foram tornados sem efeito no dia 17 de novembro de 2025 pois a Prefeitura do Rio possui, desde 2021, um setor na Secretaria de Integridade que analisou e reprovou a sua nomeação”, diz a nota.

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