A nova pesquisa Atlas/Intel 2026 sobre a corrida ao Palácio do Planalto deve movimentar o cenário político nacional nos próximos dias. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07992/2026, vai entrevistar 5 mil eleitores com 16 anos ou mais em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Com um questionário composto por 66 perguntas, a sondagem inicia pela avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também mede a percepção sobre o desempenho de governadores e prefeitos. O estudo ainda inclui nomes de relevância nacional, como o senador Davi Alcolumbre, o deputado Hugo Motta, a socióloga Janja Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nova rodada é aguardada com atenção por lideranças partidárias e analistas do cenário eleitoral, já que pode oferecer um retrato mais preciso da disputa presidencial de 2026 e do nível de aprovação do atual governo.
Cenários repetem 2022 e ampliam disputa para 2026
Entre os cenários simulados, a Atlas/Intel volta a testar um eventual confronto direto entre Lula e Jair Bolsonaro, repetindo a polarização observada na eleição de 2022.
Além disso, a pesquisa projeta outros modelos com múltiplos presidenciáveis. Um dos cenários reúne sete nomes, incluindo Aldo Rebelo, Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Lula.
Em outra simulação, o quadro é ampliado com representantes de campos ideológicos diversos, como Cabo Daciolo, Ciro Gomes, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta e Samara Martins.
Há ainda uma hipótese em que Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, aparece no lugar de Lula, medindo a capacidade de transferência de votos dentro do PT e a força da base governista em um cenário alternativo.
Esse recorte busca identificar não apenas a força eleitoral do presidente, mas também o grau de fragmentação da direita e a consolidação do campo progressista.
Segundo turno mede resistência da polarização
O levantamento também traz sete simulações de segundo turno, incluindo confrontos entre Lula e nomes como Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos.
Outro ponto relevante é a inclusão de cenários com Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin em disputas diretas contra Flávio Bolsonaro, o que pode indicar possíveis estratégias eleitorais do bloco governista.
A proposta é medir a resistência do eleitorado lulista e a capacidade da direita de se reorganizar em torno de novos nomes, especialmente diante do enfraquecimento político de Jair Bolsonaro.
Na última rodada divulgada em março, Lula apareceu com 45,9% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 40,1%. Em um eventual segundo turno, os números ficaram dentro da margem de erro, com 46,6% para Lula e 47,6% para Flávio.
Aprovação de Lula pode ser fator decisivo
Um dos principais pontos observados na nova pesquisa será a aprovação do governo Lula, considerada peça central para a disputa de 2026.
Na medição anterior, o presidente registrou 52% de avaliação positiva, indicador que tende a influenciar diretamente a manutenção da vantagem do campo governista.
A sondagem também mede a opinião do eleitorado sobre políticas públicas como o Novo PAC, o reajuste do salário mínimo e o programa Pé-de-Meia, além de temas de forte repercussão no debate público, como cotas raciais, aborto e identidade de gênero.
Esses temas funcionam como marcadores importantes da disputa entre o eleitorado progressista e conservador, ajudando a desenhar os caminhos da próxima eleição.
Estrutura política para 2026 entra no radar
Outro fator que amplia a relevância da pesquisa é o novo cenário político após as eleições municipais de 2024.
O PT e seus aliados ampliaram presença em cidades estratégicas, especialmente no Nordeste e Sudeste, fortalecendo a estrutura territorial para 2026. Esse capital político é visto como essencial para mobilização de bases, formação de palanques e uso do Fundo Eleitoral, que deve superar R$ 5 bilhões.
Com divulgação prevista para a próxima semana, o novo levantamento da Atlas/Intel deve servir como um importante termômetro da corrida presidencial e da disputa pelo centro político.



