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Justiça

Vigia voltou ao local após agressão a ciclista e filmou câmeras de segurança, diz investigação

Por 2 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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Um vídeo que integra a investigação sobre a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, mostra o segurança Davi Santos Machado retornando à Rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, horas após as agressões. Na gravação, que está sendo analisada pela Polícia Civil, Davi registra câmeras de segurança instaladas na região e comenta sobre o posicionamento dos equipamentos.

“Foi aqui. Ó, câmera, não tem câmera aqui, para tu ver, não tem câmera. Tá virada para lá. Foi aqui”, afirma Davi no vídeo. A gravação, isoladamente, não permite concluir qual era a intenção do segurança ao retornar ao local, cabendo aos investigadores analisar o material em conjunto com depoimentos, imagens e demais elementos reunidos no inquérito.

Segundo as informações disponíveis sobre a investigação, a Polícia Civil apura a participação de cinco pessoas nas agressões contra Cláudio. Quatro suspeitos Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva já foram presos. Os agentes trabalham ainda para identificar um quinto homem que aparece em imagens desferindo chutes contra a vítima. As responsabilidades individuais de cada investigado deverão ser definidas ao longo da apuração e, posteriormente, pelo Poder Judiciário.

As imagens analisadas pelos investigadores também mostrariam Jorge carregando um pedaço de madeira e retirando a bicicleta do local. Felipe, de 23 anos, e Ailton, que trabalham como entregadores, também teriam sido identificados nas gravações. Felipe se apresentou à polícia na quinta-feira (21). A investigação busca ainda esclarecer a conduta de pessoas que estavam nas proximidades após as agressões e verificar as circunstâncias relacionadas à prestação de socorro à vítima.

A Polícia Civil pretende ouvir a pessoa responsável pela contratação de Davi como segurança e também identificar quem teria fornecido o objeto de madeira utilizado durante as agressões. Conforme relatado durante a apuração, Davi apresentou versões diferentes em depoimentos: inicialmente teria afirmado que deu apenas um soco na vítima e, posteriormente, admitido uma participação maior nas agressões, incluindo socos, chutes e o uso de um cacetete. As declarações permanecem sujeitas à confrontação com as demais provas do inquérito.

O caso segue sob investigação. A prisão dos suspeitos não representa condenação definitiva, e todos têm direito à defesa e à presunção de inocência até eventual decisão judicial transitada em julgado.

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