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Saúde

Vacina experimental contra câncer reduz risco de retorno do melanoma em estudo de fase 3

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Uma terapia experimental personalizada contra o câncer desenvolvida pela Moderna e pela Merck (MSD) apresentou resultados positivos em um estudo clínico de fase 3 com pacientes submetidos à cirurgia para retirada de melanoma. Segundo dados preliminares anunciados pelas empresas, a combinação do intismeran autogene com o imunoterápico Keytruda (pembrolizumabe) aumentou de forma estatisticamente significativa o período sem retorno da doença e também reduziu o risco de metástase à distância, quando comparada ao uso do Keytruda sozinho.

O ensaio internacional INTerpath-001 reuniu 1.137 pacientes com melanoma cutâneo nos estágios IIB a IV, todos submetidos à retirada completa do tumor. O tratamento é individualizado: uma amostra do câncer de cada paciente é analisada para identificar mutações específicas e, a partir dessas informações, é produzido um mRNA capaz de codificar até 34 neoantígenos. A proposta é estimular o sistema imunológico a reconhecer características particulares das células tumorais e atacá-las.

Apesar do resultado considerado positivo, as empresas ainda não divulgaram os números completos que mostram a dimensão da redução do risco obtida no estudo de fase 3. A pesquisa continuará para avaliar outros indicadores, entre eles a sobrevida global dos pacientes, e os dados detalhados deverão ser apresentados em um congresso médico internacional. O perfil de segurança observado até agora foi considerado compatível com estudos anteriores, sem novos sinais de segurança identificados.

Resultados anteriores de fase 2b já haviam indicado potencial benefício da tecnologia. Após cinco anos de acompanhamento, a combinação de intismeran com Keytruda apresentou redução de 49% no risco de recorrência ou morte e de 59% no risco de metástase à distância ou morte, em comparação com o imunoterápico isolado. Esses percentuais, porém, pertencem ao estudo anterior e não devem ser atribuídos automaticamente ao novo ensaio de fase 3, cujos números completos ainda não foram publicados.

A tecnologia utiliza a mesma plataforma de RNA mensageiro (mRNA) que ganhou projeção mundial com as vacinas contra a Covid-19, mas com finalidade diferente: neste caso, trata-se de uma terapia contra um câncer já diagnosticado e construída individualmente a partir das características do tumor. Moderna e Merck também estudam o intismeran em outros tipos de câncer, incluindo pulmão, bexiga e rim. O tratamento permanece experimental e ainda depende de avaliação e eventual aprovação das autoridades regulatórias antes de poder ser disponibilizado rotineiramente aos pacientes.

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