Duas universidades públicas brasileiras passaram a integrar um consórcio internacional de pesquisa voltado ao desenvolvimento de novos tratamentos e à busca por estratégias que possam, no futuro, contribuir para a cura da hepatite B. O projeto é liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e reúne pesquisadores do Brasil, Índia, Senegal e Uganda.
No Brasil, participam do estudo o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), e a Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa pretende acompanhar, em nível celular, o comportamento do vírus da hepatite B e as respostas imunológicas apresentadas por pacientes de diferentes países, incluindo pessoas que vivem simultaneamente com hepatite B e HIV.
Segundo a professora e pesquisadora Tânia Reuter, do Hucam-Ufes, um dos objetivos científicos é identificar características do vírus e do sistema imunológico que possam ajudar a explicar por que a doença evolui de maneira diferente entre os pacientes. Os pesquisadores também buscam possíveis marcadores capazes de indicar resposta ao tratamento e novos alvos para o desenvolvimento de medicamentos.
O estudo prevê o acompanhamento de aproximadamente 600 pacientes, sendo cerca de 150 em cada país participante. De acordo com as informações divulgadas, os voluntários poderão ser acompanhados por aproximadamente quatro anos e meio. Parte dos participantes brasileiros já começou a ser recrutada, e a pesquisa deverá se estender pelos próximos anos.
A hepatite B é uma infecção viral que afeta o fígado e pode permanecer sem sintomas durante longos períodos. Nos casos crônicos, a doença pode aumentar o risco de complicações como cirrose e câncer de fígado. Atualmente existem tratamentos capazes de controlar a replicação do vírus e reduzir o risco de complicações, mas ainda não há uma cura amplamente disponível para a infecção crônica.
A principal forma de prevenção contra a hepatite B é a vacinação. No Brasil, a vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas não imunizadas. O Ministério da Saúde também recomenda o uso de preservativos e cuidados para evitar o compartilhamento de objetos que possam ter contato com sangue.
Com informações da Agência Brasil.




