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Saúde

Imunoterapia chinesa supera tratamento da AstraZeneca em estudo de fase 3 contra câncer do trato biliar

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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A biofarmacêutica chinesa Akeso anunciou resultados positivos de um estudo clínico de fase 3 que comparou diretamente o ivonescimab, em combinação com quimioterapia, ao durvalumabe (Imfinzi), da AstraZeneca, também associado à quimioterapia, no tratamento de primeira linha do câncer avançado do trato biliar. Segundo a empresa, uma análise interina previamente estabelecida apontou benefício estatisticamente significativo na sobrevida global dos pacientes tratados com ivonescimab.

O estudo HARMONi-GI1 envolveu 682 pacientes na China e avaliou pessoas com câncer avançado do trato biliar, grupo de tumores que inclui cânceres das vias biliares. Além da sobrevida global, considerada o principal objetivo da pesquisa, a companhia informou que o tratamento experimental também atingiu objetivos secundários relacionados à sobrevida livre de progressão da doença e à taxa de resposta ao tratamento. Os valores detalhados, incluindo o tempo mediano de sobrevida de cada grupo, porém, ainda não foram divulgados publicamente e devem ser apresentados em congresso científico e posteriormente submetidos à publicação acadêmica.

O resultado chama atenção porque o durvalumabe, comercializado como Imfinzi, integra um dos esquemas de referência para pacientes com câncer avançado do trato biliar. Por isso, demonstrar superioridade em uma comparação direta de fase 3 pode representar um avanço importante. Ainda assim, os dados anunciados pela Akeso são preliminares e não significam, por enquanto, que o ivonescimab tenha sido aprovado internacionalmente para essa indicação ou que possa substituir imediatamente os tratamentos atualmente utilizados.

O ivonescimab é um anticorpo biespecífico desenvolvido para atuar sobre os alvos PD-1 e VEGF. O medicamento já possui aprovações na China para determinadas indicações de câncer de pulmão. Nos Estados Unidos, a FDA aceitou um pedido de aprovação do medicamento associado à quimioterapia para um tipo específico de câncer de pulmão de não pequenas células com mutação EGFR, com decisão regulatória prevista para novembro de 2026. Essa análise norte-americana, entretanto, não se refere ao câncer do trato biliar.

O programa de desenvolvimento do ivonescimab também vem sendo ampliado para outros tumores sólidos, incluindo estudos envolvendo câncer colorretal e câncer de cabeça e pescoço. Caso os resultados completos do HARMONi-GI1 confirmem a magnitude do benefício anunciada na análise interina, o medicamento poderá ganhar espaço entre as novas estratégias de imunoterapia oncológica. A confirmação dependerá da apresentação integral dos dados, da avaliação científica independente e das decisões das autoridades regulatórias de cada país.

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