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Saúde

87% dos casos de câncer de pulmão são diagnosticados em estágio avançado no Brasil

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), elaborado com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), aponta que 87% dos pacientes com câncer de pulmão recebem o diagnóstico quando a doença já se encontra nos estágios 3 ou 4. Essas fases são consideradas avançadas e, em geral, exigem tratamentos mais complexos e podem limitar as possibilidades terapêuticas.

O câncer de pulmão está entre as doenças oncológicas de maior impacto no país e provoca cerca de 31 mil mortes por ano no Brasil, segundo os dados apresentados no levantamento. Um dos desafios para a identificação precoce é que o tumor pode evoluir inicialmente com poucos sintomas ou sinais pouco específicos, fazendo com que parte dos pacientes procure atendimento somente quando a doença já está mais desenvolvida.

O tabagismo permanece como o principal fator de risco associado ao câncer de pulmão. Conforme informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), fumantes podem apresentar risco significativamente maior de desenvolver e morrer pela doença quando comparados às pessoas que nunca fumaram. A exposição prolongada à fumaça do cigarro também está relacionada a diferentes outros tipos de câncer e doenças respiratórias e cardiovasculares.

Especialistas destacam que sintomas persistentes, como tosse prolongada, falta de ar, dor no peito, rouquidão, presença de sangue no escarro ou perda de peso sem causa aparente, devem ser avaliados por profissionais de saúde. A presença desses sinais, no entanto, não significa necessariamente a existência de câncer, já que podem estar relacionados a diferentes condições clínicas. O diagnóstico depende de avaliação médica e, quando indicado, exames de imagem e outros procedimentos específicos.

Os dados reforçam a importância das políticas de combate ao tabagismo, da conscientização da população sobre fatores de risco e da ampliação do acesso à investigação médica de pessoas com suspeita da doença. A definição das estratégias de rastreamento e tratamento deve considerar critérios médicos e protocolos adotados pelos serviços de saúde.

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