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Trump autoriza ofensiva cibernética contra grupos criminosos como PCC e CV

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Trump autoriza ofensiva cibernética contra grupos criminosos como PCC e CV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou nesta quarta-feira (12) operações cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais. A medida permite que empresas privadas norte-americanas participem de ações destinadas a interromper ou destruir redes utilizadas por esses grupos.

Entre os possíveis alvos estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que foram classificados pelos Estados Unidos como organizações criminosas transnacionais e organizações terroristas. Para que sejam atingidas pela nova política, porém, as facções precisam estar enquadradas também como organizações com atuação em crimes cibernéticos.

Como funcionará a nova estratégia

O memorando assinado por Trump estabelece a criação de um programa voltado ao combate de organizações criminosas transnacionais que utilizam recursos digitais para cometer crimes contra o governo, cidadãos ou interesses dos Estados Unidos.

Segundo o documento, as empresas privadas autorizadas a participar das operações deverão trabalhar sob orientação e supervisão do governo norte-americano. A coordenação ficará a cargo do Centro Nacional de Coordenação (NCC).

A iniciativa prevê dois tipos principais de ações: operações de vigilância cibernética, voltadas à obtenção de informações e inteligência, e operações de efeitos cibernéticos, que podem interferir diretamente em sistemas e redes utilizados pelos grupos.

Operações podem interromper redes criminosas

As operações de vigilância cibernética terão como objetivo coletar informações sem a necessidade de autorização do proprietário ou operador do sistema monitorado. A medida busca ampliar a capacidade de inteligência contra organizações criminosas que atuam por meios digitais.

Já as operações de efeitos cibernéticos terão caráter mais direto. Conforme o memorando, elas podem envolver manipulação, interrupção, bloqueio, degradação ou destruição de sistemas de informação, redes e infraestruturas físicas ou virtuais controladas por esses sistemas.

A autorização ocorre em meio à política dos Estados Unidos de ampliar o combate a organizações criminosas transnacionais. O documento afirma que esses grupos representam uma ameaça crescente a cidadãos, empresas e à segurança nacional norte-americana.

PCC e Comando Vermelho estão na mira

O PCC e o CV passaram a integrar a lista de organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas em junho de 2026. A decisão ampliou as possibilidades de medidas norte-americanas contra as duas principais facções criminosas brasileiras.

Com a nova autorização, a atuação cibernética poderá representar uma frente adicional de combate caso as organizações sejam enquadradas dentro da definição de grupos criminosos transnacionais que utilizam meios digitais contra interesses dos Estados Unidos.

A iniciativa também sinaliza uma mudança na estratégia norte-americana, ao permitir que empresas privadas, sob autorização e controle governamental, participem de operações destinadas não apenas a monitorar, mas também a afetar estruturas digitais utilizadas por organizações criminosas.

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