O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com vantagem de 17 pontos percentuais sobre Fernando Haddad (PT) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes e alcança maioria absoluta das intenções de voto ainda no primeiro turno. mostra o atual governador com 51%, contra 34% do ex-ministro da Fazenda.
A distância aumenta ligeiramente quando os dois principais candidatos são colocados frente a frente. Em eventual segundo turno, Tarcísio registra 53% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece com 37%.
Os números apontam uma disputa fortemente concentrada nos dois candidatos que já se enfrentaram pelo governo paulista em 2022. Naquela eleição, Tarcísio venceu Haddad no segundo turno e assumiu o comando do maior estado do país.
O novo levantamento indica que o governador começa a atual disputa eleitoral com três vantagens simultâneas: liderança nas intenções de voto, avaliação majoritariamente positiva da administração e índice de rejeição significativamente inferior ao registrado pelo candidato petista.
Tarcísio ultrapassa os 50% no primeiro turno
No cenário estimulado, Tarcísio alcança 51%, enquanto Haddad registra 34%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença entre ambos é ampla.
Os demais candidatos aparecem muito distantes dos dois primeiros colocados.
Vera Lúcia (PSTU) registra 3%. Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP) aparecem com 1% cada, enquanto Izadora Dias (PCO) tem 0,1%.
Os eleitores que afirmam votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato representam 4%. Outros 7% disseram ainda não saber em quem votar.
O cenário de primeiro turno é:
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 51%
Fernando Haddad (PT): 34%
Vera Lúcia (PSTU): 3%
Carlos Machado (PCB): 1%
Vivian Mendes (UP): 1%
Izadora Dias (PCO): 0,1%
Branco/Nulo/Ninguém: 4%
Não sabe: 7%
A concentração das intenções de voto nos dois principais concorrentes reproduz a polarização observada na última disputa pelo governo paulista. Pesquisas realizadas anteriormente em 2026 também vinham apontando Tarcísio numericamente à frente de Haddad em diferentes cenários.
Vantagem também aparece no voto espontâneo
O governador mantém uma liderança expressiva quando os pesquisadores não apresentam os nomes dos candidatos e pedem que o eleitor mencione espontaneamente sua preferência.
Tarcísio é citado por 33,4% dos entrevistados, praticamente o dobro dos 16,7% atribuídos a Haddad.
Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador paulista e candidato a vice-presidente na chapa de Lula, e Marina Silva (Rede) aparecem com 1% cada.
Também são mencionados espontaneamente nomes envolvidos em outras disputas eleitorais, como Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB), Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Jair Bolsonaro (PL), mas nenhum deles chega a 1%.
A pesquisa espontânea mostra, ao mesmo tempo, um contingente elevado de eleitores sem candidato consolidado. Nada menos que 28,1% não souberam mencionar um nome.
Outros 14,5% responderam que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum candidato.
Haddad tem rejeição de 48%
Além da diferença nas intenções de voto, Fernando Haddad enfrenta outro obstáculo apontado pelo Ideia: a rejeição.
Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados afirmam que não votariam no candidato petista “de jeito nenhum”.
No caso de Tarcísio, o índice é de 27%.
O levantamento também mediu o chamado potencial de voto. Entre os entrevistados, 64% disseram que “poderia votar” em Tarcísio. Para Haddad, essa parcela fica em 40%.
A diferença entre os indicadores ajuda a dimensionar os desafios dos dois candidatos. Enquanto o governador apresenta maior espaço potencial para captação de votos e menor rejeição, Haddad precisa tentar reduzir a resistência ao seu nome ao mesmo tempo em que busca ampliar apoio fora da parcela do eleitorado já inclinada à sua candidatura.
Os números não significam, porém, uma projeção do resultado eleitoral. Pesquisas representam o retrato das preferências dos entrevistados no período em que foram realizadas.
Gestão tem aprovação de 63%
O desempenho eleitoral de Tarcísio ocorre paralelamente a uma avaliação favorável de sua administração.
Seis em cada dez entrevistados, ou 63%, afirmam aprovar o governo paulista. A desaprovação fica em 29%, enquanto 8% não souberam responder.
Quando os entrevistados avaliam a administração em categorias, 11% consideram o governo ótimo e 34%, bom. Com isso, ótimo e bom somam 45%.
Outros 31% classificam a gestão como regular. A avaliação negativa reúne 8% que consideram o governo ruim e 12% que o classificam como péssimo, totalizando 20%.
A avaliação detalhada é:
Ótimo: 11%
Bom: 34%
Regular: 31%
Ruim: 8%
Péssimo: 12%
Não sabe: 4%
Outro indicador reforça a posição eleitoral do governador: 64% dos entrevistados afirmam que Tarcísio merece continuar no cargo por mais um mandato.
Os que defendem uma mudança no comando do governo representam 30%, enquanto 7% não souberam responder.
A soma desses indicadores — aprovação, avaliação positiva, intenção de voto e desejo de continuidade — ajuda a explicar a dianteira registrada pelo candidato à reeleição.
Tarcísio também pesa na corrida pelo Senado
A influência eleitoral do governador não se restringe à própria disputa.
Segundo o Ideia, 63% dos eleitores entrevistados afirmam que o apoio de Tarcísio aumenta a possibilidade de votarem em determinado candidato ao Senado.
Outros 26% dizem que o efeito seria inverso e que uma indicação do governador diminuiria sua disposição para escolher esse candidato.
O levantamento também mediu o peso de Lula e Jair Bolsonaro na eleição para o Senado.
O apoio de Jair Bolsonaro aumenta a disposição de voto de 50% dos eleitores paulistas. No caso de Lula, o percentual é de 36%.
A pesquisa perguntou ainda quem melhor representa os dois principais campos políticos na disputa pelo Senado.
Para 40,3% dos entrevistados, “qualquer candidato” do PL pode representar o bolsonarismo. Quando a pergunta é feita em relação ao lulismo, 39,7% dizem que “qualquer candidato” do PT pode exercer esse papel.
Simone Tebet e Marina Silva aparecem à frente para o Senado
A pesquisa Ideia também mediu a disputa pelas duas vagas paulistas no Senado.
Considerando a soma das respostas de primeiro e segundo votos dos entrevistados, Simone Tebet (PSB) aparece com 27%, seguida por Marina Silva (Rede), com 23%.
Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) aparecem na sequência, ambos com 19%.
Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do Meio Ambiente no governo Jair Bolsonaro, registra 16%.
Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos) têm 3% cada, enquanto Dra Eliana Ferreira (PSTU) registra 2%.
Weller Gonçalves (PSTU), Maíra de Souza (UP), Marcio Alves (UP) e Petter Maahs (PCB) aparecem com 1% cada.
O número de eleitores ainda sem definição é elevado: 42% disseram não saber em quem votar. Branco, nulo ou “ninguém” somam 10%.
Outros levantamentos divulgados nas últimas semanas também vêm apontando Marina Silva e Simone Tebet entre os nomes competitivos para as duas cadeiras paulistas no Senado, embora percentuais e metodologias variem entre os institutos.
Pesquisa ouviu 1.800 eleitores
O instituto Ideia entrevistou por telefone 1.800 eleitores do estado de São Paulo entre os dias 5 e 8 de agosto.
A margem de erro do levantamento é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o código SP-04956/2026.