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O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Militar do Rio de Janeiro explique a situação das armas apreendidas durante a operação que resultou na prisão do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella. Um fuzil de uso restrito pertencente à corporação foi encontrado dentro de um veículo no condomínio do político.

Canella, pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, foi preso pela Polícia Federal por porte ilegal de arma de uso restrito. A operação investiga uma organização suspeita de utilizar postos de combustíveis para lavar dinheiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do Rio, também aparece na apuração.

A defesa afirmou que o fuzil estava sob responsabilidade de um sargento da PM que trabalhava na escolta de Canella. Os advogados apresentaram um relatório segundo o qual a arma havia sido regularmente cedida pela corporação ao policial.

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O ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella. Foto: Reprodução

Em outro endereço alvo das buscas, o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto também foi encontrado com uma arma. Sua defesa alegou que ele prestava serviços de segurança aos investigados e que sua presença no local era conhecida.

Moraes afirmou que ainda existem dúvidas sobre a legalidade da presença de armamento da Polícia Militar em veículos particulares e sobre a atuação de agentes públicos como seguranças dos investigados. Segundo o ministro, as explicações apresentadas pelas defesas não foram suficientes para esclarecer as circunstâncias das apreensões.

O ministro concedeu liberdade provisória a Canella e ao policial, mas impôs o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o país e a suspensão dos documentos de porte de arma. A PM deverá agora informar oficialmente como os armamentos foram cedidos e em quais condições os agentes atuavam.