Uma série de mudanças promovidas pelo prefeito Frederico Paes (MDB) no primeiro escalão da Prefeitura de Campos dos Goytacazes começou a produzir reflexos tanto na administração municipal quanto na composição da Câmara de Vereadores. As alterações foram oficializadas por meio do Diário Oficial do Município e reorganizam cargos estratégicos do Executivo, além de modificar a bancada de apoio ao governo no Legislativo.
Entre as principais mudanças está o retorno do vereador licenciado Sub Jakson (PP) ao comando da Secretaria Municipal de Ordem Pública. Com isso, ocorre automaticamente uma nova recomposição na Câmara Municipal, já que a vaga ocupada por ele volta a ser preenchida por um suplente do partido.
A mudança também envolve a área de segurança pública do município. O coronel Rodrigo Ibiapina, que ocupava a Secretaria de Ordem Pública, foi nomeado para assumir a Secretaria Municipal de Inteligência e Controle Operacional, pasta voltada ao planejamento estratégico, integração de informações e ações de monitoramento da administração pública.
A troca representa uma redistribuição de funções dentro da estrutura administrativa do governo municipal, mantendo Ibiapina em um cargo considerado estratégico para a gestão.
Inicialmente, informações apontavam que o primeiro suplente do Progressistas, Doutor Maninho, permaneceria exercendo a função de subsecretário de Saúde, enquanto o suplente Duda de Ururaí assumiria a vaga aberta na Câmara.
No entanto, conforme informações obtidas posteriormente junto a fontes ligadas ao governo municipal, a definição foi alterada. Segundo a apuração, será o próprio Doutor Maninho quem deixará a Subsecretaria de Saúde para retornar ao exercício do mandato de vereador.
A mudança altera a configuração política da Câmara e reforça a presença de um nome considerado próximo ao grupo governista nas votações do Legislativo.
De acordo com informações apuradas pela reportagem junto a fontes da administração municipal, a nova composição seria resultado de um entendimento político entre o grupo liderado pelo prefeito Frederico Paes e o ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL).
Embora os detalhes desse acordo não tenham sido oficialmente divulgados, a reorganização dos cargos e das suplências é interpretada nos bastidores como parte de uma estratégia para manter o equilíbrio político entre Executivo e Legislativo e fortalecer a base de sustentação do governo na Câmara Municipal.
Até o momento, nem a Prefeitura nem os envolvidos divulgaram nota pública detalhando os critérios utilizados para a definição das mudanças.
Outra movimentação que acompanha a reforma administrativa envolve o suplente Duda de Ururaí (PP).
Segundo informações obtidas pela reportagem, ele avalia deixar a Subsecretaria de Governo, embora ainda não haja confirmação oficial sobre eventual exoneração ou nova nomeação. Caso isso ocorra, novas alterações poderão ser promovidas na estrutura administrativa municipal.
Reformas no secretariado costumam ir além da simples substituição de ocupantes de cargos. Em municípios onde vereadores assumem funções no Executivo, cada alteração pode provocar mudanças automáticas na composição do Legislativo, influenciando votações, articulações políticas e o equilíbrio entre governo e oposição.
Além do aspecto administrativo, essas movimentações costumam refletir negociações partidárias e estratégias de fortalecimento da base aliada, especialmente em períodos de reorganização política.
Com a publicação das nomeações no Diário Oficial, as mudanças passam a produzir efeitos administrativos e políticos. A expectativa é que os novos ocupantes dos cargos iniciem imediatamente suas funções e que a Câmara Municipal formalize a convocação do suplente que assumirá a cadeira deixada por Sub Jakson.
Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de São João da Barra não havia divulgado comunicado detalhando os objetivos da reforma administrativa nem comentado as informações de bastidores sobre o suposto acordo político. O espaço permanece aberto para manifestações dos envolvidos.