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Sob Bolsonaro, Exército investia cada vez mais no Master; aportes caíram após vitória de Lula

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Sob Bolsonaro, Exército investia cada vez mais no Master; aportes caíram após vitória de Lula

O Banco Master ampliou mês a mês sua carteira de consignado na folha de militares, veteranos e pensionistas do Exército até outubro de 2022, mês da eleição presidencial, e passou a registrar queda contínua depois disso. Os dados constam em documento que o Exército disponibilizou por meio da Lei de Acesso à Informação.

Segundo levantamento do Metrópoles, os primeiros descontos do banco na folha do Exército ocorreram em outubro de 2020, ainda durante a pandemia. Naquele mês, a instituição ligada a Daniel Vorcaro já tinha contratos com 876 militares e pensionistas.

A base cresceu rapidamente nos meses seguintes: eram 2,3 mil contratos em novembro de 2020, 3,7 mil em dezembro, 4,9 mil em janeiro de 2021 e 5,9 mil em fevereiro. A sequência indica que o Master conquistava, em média, mais de mil clientes por mês naquele início de operação.

As contratações seguiram em alta até outubro de 2022. Naquele período eleitoral, Fabiano Zettel, apontado como interposto de Vorcaro em conversas que indicariam pagamentos do banqueiro a investimentos do cunhado em empresas, foi o maior doador da campanha do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Descontos caíram após o pico de 2022

Entre setembro e outubro de 2022, o Master também atingiu o maior volume de descontos na folha salarial do Exército, com mais de R$ 10 milhões por mês. Depois desse pico, o valor começou a cair junto com o número de CPFs sob contrato.

A redução sugere que contratos venceram e não tiveram reposição por novos clientes na mesma proporção. A partir de setembro de 2024, os descontos mensais recuaram para a casa de R$ 2 milhões e permaneceram nesse patamar até novembro de 2025.

Em novembro de 2025, o Banco Central liquidou o Banco Master. Antes disso, em 15 de janeiro de 2025, o Comando do Exército havia assinado um termo aditivo que prorrogava até 2027 o credenciamento da instituição para operar empréstimo consignado com militares e pensionistas.

O credenciamento acabou revogado, mas contratos válidos continuaram em execução ao menos até abril de 2025. Naquele mês, R$ 2,1 milhões foram descontados de 4.113 militares e pensionistas vinculados ao Exército.

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