O atacante Richarlison, do Tottenham, repostou um vídeo do deputado federal Rogério Correia (PT-MG) em que o parlamentar afirma que a Justiça lhe deu ganho de causa após uma ação movida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por declarações sobre uma mansão em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.
No vídeo compartilhado pelo jogador, Correia associa Flávio à disputa pelo imóvel. “O Richarlison adquiriu um imóvel por R$ 10 milhões, em Angra dos Reis, uma mansão. O Flávio Bolsonaro gostou daquela mansão e conseguiu retirar de lá o Richarlison, o seu caseiro e se apoderou da mansão”, afirma o deputado.
A Justiça avaliou que o deputado mineiro estava protegido pela imunidade parlamentar no caso e tratou a publicação como um confronto entre duas figuras políticas. A decisão se refere à ação movida por Flávio contra Correia por causa das declarações sobre a mansão.
Richarlison já havia reclamado em redes sociais de ter “perdido” o imóvel. Em publicações anteriores, o atacante disse que gastou quase R$ 10 milhões, que a casa lhe foi tomada e que segue sem receber pelo caso.
Processo sobre o imóvel envolve empresas ligadas à negociação
Apesar das falas públicas citarem Flávio Bolsonaro, a disputa judicial sobre a mansão envolve a empresa Sport 70, ligada a Richarlison e ao empresário Renato Rocha Velasco, com quem o jogador está rompido, e a WT Administração, do advogado Willer Tomaz, amigo do senador.
Os advogados do atleta arrolaram Flávio como testemunha no processo porque ele visitou a mansão antes da conclusão da negociação e voltou posteriormente ao local. Essa participação aparece no caso como elemento relacionado à apuração dos fatos em torno do imóvel.
O Superior Tribunal de Justiça decidiu, em 2025, manter a decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva favorável à empresa de Tomaz. O tribunal entendeu que o recurso apresentado pelo grupo ligado a Richarlison exigiria nova análise de provas e contratos já avaliados nas instâncias anteriores.
Na prática, a ação envolvendo as declarações de Rogério Correia teve desfecho distinto da disputa empresarial sobre a mansão: uma tratou da imunidade parlamentar do deputado, enquanto a outra manteve o resultado favorável à WT Administração no STJ.