Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, réu e preso por participação no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, foi indiciado por outro crime de violência sexual contra uma menor de idade. Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu durante uma festa no Humaitá, na Zona Sul do Rio, em outubro do ano passado.
A vítima procurou a polícia no início de março, depois que o caso de Copacabana ganhou repercussão. Em depoimento à 12ª DP (Copacabana), ela afirmou que Simonin a obrigou a praticar sexo oral. Testemunhas também relataram aos investigadores que o acusado teria tentado tocar a adolescente sem autorização em diferentes momentos.
O indiciamento ocorreu na quarta-feira (5). O caso tramita sob segredo de Justiça.
A reportagem tenta contato com a defesa do citado. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Filho de ex-subsecretário
Simonin é um dos cinco acusados de participar do estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, em janeiro deste ano. Ele está preso e responde pelo crime.
O jovem é filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, ligado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
O pai deixou o cargo na época em que o filho se apresentou à polícia. Simonin estudava no Colégio Pedro II, que abriu um processo administrativo para desligá-lo.
Outro caso investigado
Além de Simonin, a Polícia Civil aponta que outros dois dos cinco acusados pelo estupro coletivo em Copacabana teriam participado de um crime semelhante contra outra adolescente, em agosto de 2023, em Botafogo.
A investigação da 12ª DP também indiciou Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos. Como a vítima era menor de idade, os envolvidos respondem por fato análogo a estupro coletivo qualificado.
Segundo a investigação, a adolescente teria sido levada para a casa de Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que tinha 17 anos na época, na Rua São Clemente. Ela foi atraída ao imóvel por um adolescente que a convidou para um encontro privado.
De acordo com o depoimento da mãe da vítima, a filha acabou coagida a permitir a entrada de Mattheus e Gabriel no quarto onde estava com o adolescente. Os três teriam cometido o abuso sexual. A violência está registrada em vídeo, que, segundo a investigação, também teria sido compartilhado pelos envolvidos.
Relembre caso de Copacabana
A vítima foi até o apartamento na Zona Sul com o adolescente. Ela relatou que, após iniciar uma relação sexual consensual com o jovem, acabou surpreendida pela entrada dos demais envolvidos no quarto. Eram eles: Mattheus, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti. Eles teriam assistido, feito comentários debochados e, em seguida, participado do estupro coletivo.
Segundo depoimento, Mattheus foi o primeiro a se aproximar e a tocar a vítima, seguido pelos demais. A jovem afirmou ter ficado “sem reação” diante da violência. Ao sair do local, ainda ouviu de Mattheus que “da próxima vez levasse uma amiga boa igual”.
Todos os envolvidos são réus e respondem por estupro coletivo qualificado e cárcere privado.