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Reorganização Fiscal no Rio de Janeiro: Um Novo Rumo

Expresso Rio

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou que a criação de uma Lei de Responsabilidade Fiscal específica para o estado é uma de suas principais prioridades. Em entrevista exclusiva, Couto afirmou que pretende deixar um legado de controle fiscal mais rígido e reduzir despesas em pelo menos R$ 5 bilhões até o final do ano.

Desde que assumiu o cargo em março, após a renúncia de Cláudio Castro, Couto tem trabalhado para avançar em uma ampla reorganização administrativa, reduzir o número de secretarias e ampliar a transparência na administração estadual. Ele calcula permanecer no cargo por pelo menos mais 60 dias, período em que pretende implementar essas mudanças.

Couto destacou que sua administração é temporária e que seu objetivo é entregar um estado organizado ao futuro ocupante do cargo, cuja escolha dependerá da decisão do Supremo Tribunal Federal. Ele também enfatizou a importância de reduzir o déficit bilionário do estado, que pode chegar a R$ 19,5 bilhões no final do ano.

Para alcançar essa meta, o governo pretende renegociar dívidas, substituir empréstimos por financiamentos com juros menores e aumentar a arrecadação com o combate à sonegação fiscal. Além disso, Couto propõe a criação de uma Lei de Responsabilidade Fiscal estadual, que permitirá estabelecer mecanismos mais rigorosos de controle das despesas públicas e prestação de contas.

O governador também pretende ampliar o controle sobre cargos comissionados, reduzir nomeações políticas e fortalecer critérios técnicos na administração pública. Ele defendeu a valorização dos servidores públicos e afirmou que o governo precisa atuar com seriedade para recuperar a motivação e melhorar a prestação dos serviços à população.

Couto também respondeu a perguntas sobre a relação política e a segurança pública no estado. Ele afirmou que tem enfrentado pouca pressão política e que sua relação com a Assembleia Legislativa é institucional e baseada no diálogo. Ele também defendeu a importância de uma presença permanente do Estado nas comunidades para reduzir a expansão territorial do crime organizado.

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