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Política

Relatório médico aponta instabilidade persistente em Bolsonaro

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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O ex-presidente Jair Bolsonaro, tossindo em evento durante isolamento social da pandemia. Foto: Gabriela Biló
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O ex-presidente Jair Bolsonaro continua apresentando dificuldades persistentes de equilíbrio corporal, segundo relatório médico semanal enviado nesta sexta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, elaborado pela equipe responsável pelo acompanhamento clínico do ex-presidente, também aponta uma alteração leve e ainda presente na parte inferior do pulmão esquerdo.

De acordo com os médicos, Bolsonaro apresentou episódios recorrentes de soluços nos últimos dias, mas houve “considerável melhora e estabilização” após ajustes no tratamento terapêutico. O relatório ainda informa que a pressão arterial do ex-presidente permanece controlada.

Segundo o documento encaminhado ao STF, Jair Bolsonaro segue realizando diariamente um protocolo de fisioterapia motora leve para auxiliar na recuperação física. Os médicos afirmam que ele utiliza tipoia para imobilização parcial do ombro direito e que não apresenta mais queixas de dores relacionadas ao pós-operatório.

O relatório também informa que o ex-presidente faz uso de medicamentos analgésicos administrados por via transdérmica, dentro do acompanhamento clínico contínuo determinado após os procedimentos médicos realizados nos últimos meses.

Em março deste ano, Bolsonaro ficou internado por duas semanas em Brasília para tratamento de uma pneumonia associada a episódios intensos de soluços. Já no início de maio, voltou a ser hospitalizado para uma cirurgia no ombro direito.

Atualmente em prisão domiciliar, Jair Bolsonaro recebe acompanhamento médico regular e supervisionado. Conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, os relatórios clínicos são enviados semanalmente à Corte para atualização sobre o estado de saúde do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após decisão concedida em março, com prazo inicial de 90 dias, devido ao quadro de broncopneumonia e às condições clínicas apresentadas na época.

Segundo informações do STF, a medida foi autorizada após avaliação médica que indicou necessidade de recuperação monitorada fora do sistema prisional convencional.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, em decisão que continua gerando repercussão política e jurídica em todo o país.

O estado de saúde de Jair Bolsonaro segue sendo acompanhado de perto por aliados, adversários políticos e pelo próprio Supremo Tribunal Federal, especialmente diante das atualizações médicas encaminhadas semanalmente à Corte.

A expectativa é que novos relatórios sejam apresentados nos próximos dias para avaliação da evolução clínica do ex-presidente e eventual revisão das medidas determinadas pela Justiça.

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